Depois do lançamento da Vista Geral de IA (AI Overviews, em inglês), que permite aos utilizadores obterem respostas instantâneas geradas por IA, a Google apresenta agora no mercado português a sua “mais poderosa experiência de pesquisa com inteligência artificial”. O Modo IA chega hoje ao mercado nacional, numa nova fase de lançamento que abrange mais de 50 países e 36 novos idiomas.
Em comparação com a Vista Geral de IA, o Modo IA apresenta uma capacidade de “raciocínio e multimodalidade mais avançados, e a capacidade de aprofundar através de perguntas de acompanhamento e links úteis para a web”, explica a Google. Isto significa que, ao seleccionar o separador Modo IA no motor de busca quando querem fazer uma pesquisa, os utilizadores passam a poder colocar questões mais complexas, a fazer perguntas complementares ou perguntas com nuances que, antes, exigiam várias pesquisas.
“Por exemplo, pode agora colocar questões como: ‘Quero compreender os diferentes métodos de fazer café. Faz uma tabela a comparar as diferenças de sabor, facilidade de utilização e equipamento necessário.’ E ainda acrescentar depois: ‘Qual o melhor grau de moagem para cada método?´”, exemplifica a Google.
De acordo com a empresa tecnológica, tudo isto é possível graças a uma versão personalizada dos modelos avançados Gemini para Pesquisa e a funcionalidades como a técnica de repartição da pesquisa, que permite dividir uma determinada pergunta em subtópicos. “Isto permite que a Pesquisa vá mais fundo na web e o ajude a descobrir ainda mais do que a web tem para oferecer e encontrar conteúdo incrível e muito relevante que corresponde à sua pergunta”, explana a Google. O Modo IA foi ainda concebido para ser multimodal, permitindo aos utilizadores colocar perguntas através de texto, voz ou até mesmo através da sua câmara ou do upload de uma fotografia no telemóvel.
«O Modo IA é nosso modo de pesquisa mais avançado. Consegue responder a questões ainda mais longas e complexas, mas também ajudar-nos a planear uma viagem ou a realizar uma tarefa extremamente complicada. Estamos muito entusiasmado por levar esta ferramenta a mais países na Europa e em todo o mundo», afirmou Hema Budaraju, vice-presidente de Google Search, numa apresentação à imprensa.
Como se devem as marcas posicionar?
Na mesma apresentação, Dan Taylor, vice-presidente Global Ads da Google, enfatizou as potencialidades que o Modo IA traz para os anunciantes que saibam tirar melhor partido das ferramentas de IA da Google. «15% das questões colocadas todos os dias na Pesquisa Google são completamente novas. Mas as pesquisas são também cada vez mais longas, complexas e conversacionais. Isto abre novas oportunidades para os anunciantes, porque permite-nos fazer o “match” de anúncios mais relevantes» em cada pesquisa, afirmou o responsável.
O gestor deixou conselhos ainda para a forma como as marcas se devem posicionar num mundo digital cada vez mais dominado por Inteligência Artificial, para aumentarem a probabilidade de os seus websites e conteúdos aparecem nos resultados de pesquisas da Google: «Devem continuar a divulgar conteúdos relevantes, que consigam antecipar as necessidades ou dúvidas dos consumidores. Ter um catálogo variado de imagens de alta qualidade também torna mais provável que estes conteúdos sejam usados pelas ferramentas de IA», referiu.
Durante a última edição europeia do Google Marketing Live, que decorreu em Dublin, a Google já tinha levantado a ponta do véu em relação a esta ferramenta, que foi inicialmente lançada e testada nos EUA. Os planos da companhia para o futuro passam por integrar novas funcionalidades de automatização no Modo IA que permitam aos utilizadores ter a ajuda de agentes de IA para comprar bilhetes para concertos ou eventos desportivos, ou para reservar uma mesa num restaurante, por exemplo.
Texto de Daniel Almeida
*O jornalista escreve segundo o Antigo Acordo Ortográfico














