Hoje em dia, os cibercriminosos não estão apenas atrás do seu dinheiro. O verdadeiro alvo são os dados pessoais, que podem ser vendidos na Dark Web e utilizados durante anos em fraudes e esquemas ilegais. Um Cartão de Cidadão digitalizado pode custar apenas 10 euros, enquanto um historial médico completo chega a valer mais de 500 euros, começa por explicar o business insider.
Muita gente pensa que, por não ter grandes somas na conta, não é um alvo. Na realidade, quem aparenta não ter recursos torna-se ainda mais apetecível para os hackers, porque baixa a guarda. Além do Cartão de Cidadão, informações como números de cartões de crédito, códigos de segurança, senhas, hábitos de consumo e históricos de compras têm enorme valor no mercado negro digital.
Nem sempre é preciso um ataque direto. Muitas vezes somos nós próprios que fornecemos os dados sem perceber: compras em sites falsos, cliques em links maliciosos ou chamadas telefónicas sofisticadas, cada vez mais convincentes graças à inteligência artificial. O criminoso pode fazer-se passar por familiar, gestor bancário ou operador de serviços, enganando facilmente a vítima.
Segundo especialistas em cibersegurança, o maior erro é acreditar que os hackers só querem o dinheiro da conta bancária. O que eles procuram é a identidade digital da vítima. Com esses dados, podem abrir contas “mula”, solicitar empréstimos ou cometer fraudes usando o seu nome.
Valores médios na Dark Web:
Cartão de Cidadão digitalizado: 10 euros; com selfie de validação: até 70 euros.
Cartões de crédito com CVV: entre 10 e 40 euros, podendo ultrapassar 100 euros se houver limite elevado.
Historial médico: acima de 500 euros, por ser impossível de alterar ou cancelar.
O perigo real nem sempre é imediato. Muitas vítimas só descobrem que foram usadas meses mais tarde, quando surgem notificações de dívidas que não contraíram ou contas fraudulentas abertas em seu nome.













