A inteligência artificial está a transformar profundamente o marketing, não ao substituir a criatividade humana, mas ao reformular a forma como as decisões são tomadas. Durante anos, o sector confiou na intuição e na experiência, mas num contexto cada vez mais exigente, com orçamentos apertados, comportamentos de consumo instáveis e pressão para provar retorno, essas competências já não bastam.
Hoje, o verdadeiro diferencial competitivo está na capacidade de tomar decisões mais rápidas, inteligentes e contextualizadas, com base em dados fiáveis e protegidos. Tecnologias como a Sovereign AI, sujeita às leis locais, e a Private AI, que opera apenas com dados internos da empresa, estão a ganhar destaque, oferecendo segurança e insights personalizados.
O desafio não é a falta de dados, mas sim a capacidade de os interpretar em tempo real. Ferramentas como a Sorano, desenvolvida pela Forge, permitem às equipas de marketing comparar mercados, campanhas e produtos com uma velocidade e profundidade antes impossíveis. Estas plataformas transformam dados brutos em análises claras e acionáveis, acessíveis a qualquer membro da equipa, democratizando a literacia de dados e agilizando decisões.
Este avanço está também a mudar a forma como medimos o desempenho: o foco já não é o número de colaboradores, mas sim o valor gerado por cada um, humano ou digital. Com a ascensão de agentes de IA integrados no dia a dia das equipas, o marketing deixa de ser apenas produtor de conteúdos para se tornar um verdadeiro hub de inteligência estratégica. E quem souber adaptar-se, sairá na frente.














