Haier ambiciona «estar no top 3 das marcas premium» de electrodomésticos

Presente no mercado português há cerca de um ano, a marca premium de electrodomésticos Haier estabelece objectivos ambiciosos para a operação no mercado nacional. «Queremos estar, pelo menos, no top 3 das marcas premium em Portugal, sendo que a estratégia é a mesma para o resto da Europa», aponta João Paulo Ferreira, Portugal country manager da Haier Europe.

A estratégia do grupo chinês, que se afirma como o maior grupo mundial de electrodomésticos, esteve em destaque na mais recente Marketeer Talks. Uma estratégia multibrand que consiste em posicionar as diferentes marcas do grupo em segmentos distintos: a Candy no segmento de entrada, a Hoover no core e a Haier no premium. Actualmente, as três marcas respondem por uma quota na ordem dos 10% em Portugal.

Em relação à marca Haier, a novidade no nosso País, a prioridade neste momento passa por «criar brand awareness, porque a marca é ainda muito pouco conhecida», assume João Paulo Ferreira, sublinhando que a marca tem vindo a apostar, por exemplo, no endorsment do chef Rui Paula para se dar a conhecer aos portugueses. Em termos de produto, a aposta tem recaído no lançamento da gama premium de encastres, que será gradualmente alargada, e cujos produtos apresentam «características diferenciadas» – por exemplo, um forno preparado para cozinhar qualquer receita de forma automática (mudando os programas e as temperaturas para atingir a cozedura ideal para cada prato) ou uma placa que mede a temperatura dos produtos.

Em conversa com a Marketeer, João Paulo Ferreira conta ainda que a pandemia de Covid-19 tem feito disparar as vendas em categorias como os equipamentos de frio e os purificadores de ar, estes últimos com um crescimento exponencial de 500 a 600% nos últimos seis meses – embora seja preciso ressalvar que a base de partida era pequena, porque em Portugal este é um mercado que «ainda está numa fase inicial».

De resto, o aumento da procura por electrodomésticos em todo o Mundo tem provocado um problema de escassez de semicondutores e circuitos, ao qual a Haier não tem ficado imune. «Tem sido um problema muito grande. Neste momento, o aumento de custos por causa dessa escassez tem sido bastante grave, na ordem dos 12-15% em determinados produtos. Temos tido problemas de atraso na produção. Fechámos o mês [de Junho] com mais de 1,5 milhão de euros em produtos que não conseguimos entregar, tendo encomendas», revela o Portugal country manager da Haier Europe, prevendo que o problema deverá persistir até «ao início ou meados de 2022.»

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