Galp: Emoção, Ambição e Portugalidade: os desafios do patrocínio desportivo

Cadernos
Marketeer
07/08/2025
08:40
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Há mais de duas décadas que a Galp caminha lado a lado com a Selecção Nacional de Futebol, numa parceria que começou em 1999 e que, segundo Filipa Lopes Ribeiro, Global head of Brand Strategy, contribuiu de forma decisiva para reforçar a proximidade da marca junto dos portugueses. A responsável lembra que o futebol é, por natureza, um território de emoções, e que a Selecção Nacional tem funcionado como um elo comum e agregador dessas emoções, oferecendo «um expoente máximo de possibilidades de comunicação».

Para a Galp, o facto de esta ligação se ter mantido ao longo do período mais bem-sucedido da História da Selecção – com presenças regulares nas fases finais das principais competições e títulos já conquistados – tornou ainda mais forte a associação entre a marca e os momentos de festa vividos pelo País. «Não temos dúvidas de que este caminho feito de mãos dadas contribuiu para a visão que os portugueses têm hoje da Galp», afirma, lembrando que a empresa está presente no quotidiano, «seja na estrada, nas estações de serviço, na mobilidade eléctrica, na electricidade, no gás… mas também nos momentos de celebração e partilha como aqueles que a Selecção proporciona».

Em 2023, a Galp decidiu renovar o contrato de patrocínio à Selecção Nacional até 2030, garantindo assim que esta ligação histórica ultrapasse a marca dos 30 anos. Mais do que prolongar uma relação de sucesso, esta renovação traduz a convicção de que «juntos, em equipa e em comunidade, estamos sempre mais próximos de superar desafios e atingir objectivos».

A responsável acrescenta que este poder agregador tem um valor inestimável para a Galp, não apenas enquanto empresa e agente económico, mas também enquanto agente social. «Queremos e vamos continuar a promover momentos de união entre a Galp e o País.»

Ao longo dos anos, a Galp tem apostado em campanhas que recorrem ao humor, à música e a mensagens emotivas para reforçar a ligação ao futebol e, acima de tudo, aos portugueses. A Galp destaca exemplos como “Menos Ais”, “Vuvuzelas” ou o mais recente “Não tens de saber de futebol para gostar de Portugal”, como provas de uma estratégia que procura criar memórias duradouras.

«Temos procurado transportar para o lado desportivo e emocional uma ligação efectiva aos portugueses», refere a Global head of Brand Strategy da Galp, lembrando que muitas destas campanhas ainda hoje permanecem vivas no imaginário colectivo, apesar de algumas terem mais de uma ou duas décadas. O objectivo passa por dar continuidade a este caminho, criando «histórias e momentos que possam ficar gravados por muito tempo», sempre com abordagens que, até agora, se têm revelado certeiras.

A articulação entre os valores comunicados nas campanhas e a identidade corporativa da Galp é um reflexo natural da forma como a marca entende o patrocínio à Selecção Nacional. Para a porta-voz da Galp, esta relação vai além de uma parceria comercial: simboliza o apoio ao talento nacional e à determinação que caracteriza o País. «Somos uma nação que desde sempre soube superar as adversidades, ir mais além e criar história», afirma.

Neste contexto, a ligação à Selecção funciona também como um espelho da própria trajectória da Galp, hoje empenhada numa fase de transformação e crescimento internacional. «A associação à Selecção Nacional reflecte exactamente esses nossos valores de liderança, de ambição, de crença nas nossas capacidades», acrescenta.

A dimensão da portugalidade é outro dos pilares reforçados pela parceria com a Selecção Nacional. Filipa Lopes Ribeiro explica que, desde o início, a Galp percebeu o enorme potencial de mobilização que o futebol tem junto dos portugueses, dentro e fora do País. «A Selecção é um veículo agregador de paixões e permite mobilizar uma nação inteira», afirma, lembrando o impacto que esta ligação tem também junto das comunidades da diáspora.

Tal como a equipa que apoia, a Galp é hoje uma marca global, o que torna esta aliança ainda mais relevante para projectar Portugal no mundo. Para a responsável, trata-se de uma união que «faz todo o sentido» e que é cada vez mais valorizada, resultando numa ligação genuína com uma audiência vasta e diversificada, independentemente de onde esteja.

A preocupação com a sustentabilidade está igualmente presente na estratégia de patrocínios da Galp, acompanhando a prioridade que este tema assume em todas as áreas do negócio. A Galp reforça que este compromisso se estende a todas as iniciativas da marca, procurando sempre reduzir o impacto ambiental das actividades. «Somos parte integrante da jornada de transição energética, pelo que podemos e devemos aplicá-la aos diferentes contextos onde estamos inseridos», explica.

Além do patrocínio institucional, a Galp promove acções junto dos adeptos, como sorteios de bilhetes para jogos, entre outras iniciativas, que têm como objectivo aproximar mais os portugueses da Selecção Nacional. A Galp explica que estas activações resultam de uma procura por formas de intensificar o apoio e a paixão pelo futebol português. «No que toca a apoiar a Selecção, toda a energia é sempre bem-vinda», afirma.

Para a Galp, a avaliação do impacto tem sido positiva, já que os resultados mostram que os clientes valorizam estas oportunidades e se sentem mais próximos da marca.

Em grandes competições como o Campeonato da Europa ou o Mundial, a Galp aposta em ferramentas específicas para medir o impacto das suas campanhas e garantir que a mensagem chega de forma eficaz ao público. Filipa Lopes Ribeiro destaca que, nestes momentos, o patrocínio à Selecção Nacional permite alcançar níveis de atenção e audiência únicos, tornando o alcance um dos indicadores mais relevantes. «Quando conseguimos canalizar parte desta atenção para as nossas mensagens, temos uma oportunidade de ouro para comunicar com um target de milhões de pessoas», explica.

Além do alcance, a porta-voz da Galp sublinha que o tipo de interacção do público assume um peso determinante na avaliação. Mais do que o número de reacções, importa analisar o sentimento gerado, o que permite perceber se a mensagem está a ser bem recebida. «Isto ajuda-nos a perceber se as nossas mensagens estão a passar da melhor forma e qual a opinião das pessoas sobre elas – é uma análise fundamental», afirma, acrescentando que há outras métricas complementares, igualmente importantes, para afinar as estratégias futuras.

O facto de o futebol chegar a públicos tão diversos é, para a Galp, uma oportunidade para estabelecer contacto com diferentes segmentos de consumidores, dos clientes de combustíveis aos utilizadores de energia residencial ou mobilidade eléctrica. Filipa Lopes Ribeiro destaca que este território funciona como «um catalisador de multidões», criando momentos de partilha que atravessam gerações e contextos.

Este poder mobilizador, considera, é de um valor «imensurável » para a marca, permitindo uma abordagem mais abrangente e próxima. Apesar de existir segmentação, o foco principal passa pelas campanhas Above The Line, que, através da publicidade, garantem o alcance de milhões de pessoas.

Em termos de retorno sobre o investimento, a Galp define indicadores de desempenho e recorre a estudos independentes para avaliar o impacto das suas acções. Contudo, o maior retorno sentido, ao longo destes 26 anos de patrocínio, tem sido a crescente sintonia entre a marca e os portugueses em torno das mensagens de entusiasmo, energia e ambição que a Galp tem vindo a transmitir.

«É para isso que trabalhamos: mostrar ao País que apoiamos o seu talento e que fazemos parte do seu dia-a-dia, seja na estrada, pela electricidade, gás, combustíveis, solar… ou até mesmo nos momentos de celebração que a Selecção nos oferece», afirma, acrescentando que este reconhecimento e proximidade são motivos de grande orgulho para a empresa.

Olhando para o futuro, a inovação continua a ser um dos pilares da estratégia da Galp no âmbito do patrocínio à Selecção Nacional. Independentemente da área de negócio ou contexto, a marca está permanentemente focada em inovar e melhorar a experiência dos seus públicos, procurando também surpreender. «É com esta ambição que estamos a preparar os próximos anos desta parceria», assegura, deixando a ideia de que novas formas de activação e tecnologias poderão vir a fazer parte do percurso.

Mesmo num ano sem grandes competições como o Euro ou o Mundial, a Galp fez questão de manter viva a sua ligação à Selecção Nacional e, mais importante, aos portugueses. Este foi um passo estratégico que reforça a coerência e a coragem da marca em continuar a investir naquilo que verdadeiramente mobiliza: a paixão de um país. Em 2025, a marca colocou no centro da comunicação os adeptos que vivem intensamente cada jogo, como o Carlos Brum, que se veste a rigor de índio, o Jorge Franco, que transforma o seu autocarro numa casa sobre rodas ao serviço da Selecção, ou o Luís Tangarrinha, que veste o traje de forcado como símbolo máximo de apoio nacional. Para a Galp, estar com a Selecção é estar com os portugueses. Como diz a música da campanha de 2025, “Pouco importa, pouco importa se é apuramento ou fase final, o que importa é apoiar Portugal”.

Além do patrocínio à Selecção Nacional, a Galp mantém um portefólio diversificado de apoios no desporto, incluindo eventos como a Volta a Portugal. Filipa Lopes Ribeiro explica que, apesar das diferenças entre estes territórios, há dois denominadores comuns que norteiam a estratégia da marca.

Em primeiro lugar, está o apoio ao talento português, à capacidade de superação e à ambição de ir mais além, valores que definem a “energia portuguesa” que a Galp procura reflectir. Em segundo lugar, trata-se de territórios com um forte poder mobilizador. A Volta a Portugal, exemplifica, destaca-se pela sua capilaridade e ampla cobertura do país, permitindo à marca contactar um público vasto e diverso.

A porta-voz da Galp reforça que o objectivo é estar sempre próximo dos portugueses, independentemente do formato ou contexto, e continuar a transmitir a mensagem de que a Galp é uma marca presente no seu dia-a-dia.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Futebol”, publicado na edição de Julho (n.º 348) da Marketeer.




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