O Festival Internacional de Jazz de Oeiras (FIJO) regressa ao Auditório Ruy de Carvalho entre 18 e 28 de fevereiro de 2026, para a sua segunda edição, após o sucesso alcançado na estreia em 2025, que contou com salas esgotadas e uma programação amplamente elogiada. O festival é uma organização da Câmara Municipal de Oeiras, em parceria com a agência Clave na Mão.
Este ano, o FIJO duplica a duração, passando de quatro para oito dias, e reforça a sua identidade enquanto festival internacional com músicos portugueses a liderar projetos artísticos de dimensão global. Mantendo como pilares o cruzamento de gerações, a equidade, a descentralização cultural e a diversidade, a programação volta a afirmar que o jazz é um espaço de liberdade criativa e encontro entre culturas.
A abertura do festival acontece a 18 de fevereiro, com um quarteto que destaca o papel das mulheres instrumentistas e compositoras no jazz contemporâneo, reunindo Sara Dowling, Clara Lacerda, Romeu Tristão e Jorge Rossy. O concerto junta músicos de diferentes geografias e percursos, num projeto que nasce do encontro artístico ocorrido no verão passado, em Sevilha.
No dia 19 de fevereiro, sobe ao palco Rebecca Martin, acompanhada pelo guitarrista norueguês Lage Lund, para um concerto apresentado como exclusivo em Portugal. Reconhecida pela sua forte identidade autoral e pelas colaborações com nomes centrais do jazz mundial, Martin é uma das figuras de maior relevo da programação desta edição.
Uma das grandes novidades do FIJO 2026 é a introdução de uma vertente pedagógica, com destaque para a masterclasse gratuita ministrada pelo saxofonista norte-americano David Binney, a 20 de fevereiro. No dia seguinte, Binney apresenta-se em concerto com o João Barradas Trio, num espetáculo centrado no disco Aperture, editado em 2024.
O festival aposta também na formação de novos públicos, com o concerto comentado para famílias “A Idade do Jazz”, agendado para a tarde de 22 de fevereiro. O espetáculo recria o ambiente dos clubes de jazz dos anos 20, combinando música, teatro e dança, num formato pensado para diferentes gerações.
O segundo fim de semana arranca a 26 de fevereiro com a estreia do concerto “As Folhas Novas Mudam de Cor – A música de António Pinho Vargas”, um projeto que revisita a obra jazzística do compositor português, interpretada por um quarteto de músicos que assinam novos arranjos, com participação do próprio Pinho Vargas.
Segue-se, a 27 de fevereiro, o concerto do Andy Sheppard Trio, que apresenta um novo trabalho discográfico editado pela ECM, reunindo músicos de Itália e da Argélia. O encerramento do festival, a 28 de fevereiro, fica a cargo do sexteto Mosaïc, um projeto multicultural que cruza o jazz com influências mediterrânicas, balcânicas e norte-africanas.
Com uma programação que conjuga criação, pedagogia e diversidade cultural, o Festival Internacional de Jazz de Oeiras afirma-se, na sua segunda edição, como um espaço de encontro artístico e de celebração do jazz enquanto linguagem universal.














