O mercado do turismo encontra-se numa fase de mudança relacionada com a opção cada vez mais vincada da Geração Z de optar por viagens internacionais muito curtas, que duram apenas um par de dias. Segundo o mais recente relatório de tendências de viagens, promovido pela Airbnb e analisado pela Merca2.0, esta dinâmica será mesmo uma das principais forças que moldarão a indústria turística em 2026.
Ao contrário das formas clássicas de viajar, a Geração Z — compreendida por jovens nascidos entre meados da década de 1990 e início dos anos 2010 — está cada vez mais inclinada para apostar em “mini aventuras globais”, ou seja, viagens internacionais que duram apenas um fim de semana. Estas “escapadinhas” dão prioridade a experiências intensas, baseadas na vivência da cultura local, vida urbana vibrante, gastronomia e momentos “instagramáveis” — em vez de longas estadias.
Este fenómeno é alimentado por vários fatores, que vão desde a flexibilidade laboral ao papel das redes sociais na inspiração de viagens e à “necessidade” de experiências que possam ser facilmente partilhadas online.
Segundo o relatório, alguns destinos têm-se destacado neste âmbito como Seul, a capital sul-coreana marcada pela influência K-Pop, Sapporo, cidade japonesa conhecida pelas suas experiências no inverno, Amesterdão e Berlim procuradas pela arte urbana e vida noturna intensa, ou metrópoles que combinam história, gastronomia e cultura, como Paris.
O crescimento deste tipo de turismo, com voos económicos, itinerários reduzidos e estadias de curta duração, está a conduzir a uma transformação do conceito e modelo tradicional de viagem, gerando uma procura elevada por reservas flexíveis. Esta tendência reflete assim uma nova mentalidade entre os turistas mais jovens, onde a viagem deixa de ser apenas uma pausa prolongada da rotina para se transformar num modo de vida, onde cada momento é otimizado para captar o máximo de experiências em curtos espaços de tempo.














