O papel de storyteller, um dos mais antigos da história, está a ganhar nova relevância no mundo corporativo. Cada vez mais empresas procuram profissionais capazes de criar conteúdos (blogs, podcasts, estudos de caso e outros materiais), que reforcem a comunicação com clientes, investidores e potenciais colaboradores.
Nos Estados Unidos, o número de anúncios de emprego no LinkedIn que incluíam o termo “storyteller” duplicou no último ano, com cerca de 50 mil vagas em marketing e mais de 20 mil em media e comunicação. Gigantes como Google, Microsoft, USAA e Chime têm criado funções específicas para storytellers, integrando tarefas de comunicação, marketing e estratégia de conteúdo.
A procura crescente por storytellers surge num contexto de transformação do panorama mediático. O jornalismo e os media tradicionais perderam alcance — com a circulação de jornais impressos nos EUA a cair 70% desde 2005 — enquanto as empresas ganharam canais próprios de publicação, como redes sociais, newsletters e plataformas de vídeo.
Esta mudança reflete a necessidade das marcas de controlar a própria narrativa, transmitir valor e criar ligação direta com o público, numa era em que confiança e autenticidade se tornaram diferenciadores essenciais.














