Num mundo onde o custo de vida nas grandes cidades não para de subir, o ranking global das cidades mais caras volta a gerar atenção em 2025. A liderar a lista está, pelo terceiro ano consecutivo, Singapura, consolidando-se como o epicentro global do luxo, da exclusividade e da pressão financeira.
Mas o que revela este ranking a partir de uma perspetiva europeia e onde entra Portugal nesta equação?
De acordo com o mais recente relatório da Global Wealth and Lifestyle da Julius Baer, Singapura manteve a primeira posição, graças ao seu setor financeiro altamente desenvolvido, sistema fiscal competitivo, segurança e estilo de vida cosmopolita. Nova Iorque surge em segundo lugar, seguida de Londres, que regressa ao top 3 depois de um período de instabilidade pós-Brexit e inflação elevada.
Cidades europeias mantêm uma forte presença na lista. Zurique, Genebra, Milão e Paris continuam entre os destinos mais caros da Europa. Na capital francesa, por exemplo, o preço de produtos de luxo e experiências gourmet manteve-se entre os mais elevados do mundo, ao passo que Milão, além da moda, viu os custos imobiliários dispararem.
Embora Lisboa e Madrid não figurem no top 20 global, ambas registaram uma subida nos custos de vida para residentes com rendimentos elevados. Em Lisboa, o mercado imobiliário de luxo viu um crescimento de preços de mais de 10% no último ano, impulsionado pela procura estrangeira e escassez de oferta no segmento premium.
A capital portuguesa, embora ainda considerada relativamente acessível face a capitais como Paris ou Londres, está cada vez mais presente no radar de expatriados com elevados rendimentos e investidores à procura de qualidade de vida com menor carga fiscal e bom clima. Esta tendência, no entanto, poderá pressionar ainda mais os preços nos próximos anos.
As 10 cidades mais caras em 2025
Singapura
Londres
Hong Kong
Mônaco
Zurique
Xangai
Dubai
Nova York
Paris
Milão














