Coronavírus afunda vendas de livros em Portugal: pode ser a pior crise de sempre

As vendas de livros caíram 65,8% em Portugal, na semana de 16 a 22 de Março. Trata-se, de acordo com dados da GfK, de uma quebra acentuada de dois terços do valor, em comparação com o mesmo período do ano passado. O que mudou no espaço de 12 meses? O aspecto que mais salta à vista é a chegada do novo coronavírus a Portugal e o início do isolamento social.

“A venda de livros em Portugal caiu abruptamente, com o agravamento da situação epidemiológica causada pelo COVID-19, no País e no Mundo”, indica a GfK. Entre os dias 16 e 22 deste mês, foram vendidos menos 121,6 mil livros, o que representa um recuo de 1,6 milhões de euros no mercado total.

As livrarias e espaços dedicados à venda de livros foram os mais atingidos, verificando-se uma descida de 73% nas vendas. Nos hipermercados, a redução foi mais suave mas, ainda assim, de 40%.

«A situação actual que vivemos está a afectar gravemente a venda de livros e a continuar assim será a pior crise que alguma vez já existiu neste mercado», alerta António Salvador, director-geral da GfK Portugal.

“Vida Prática/Lazer/Actualidades” foi a categoria cmo a quebra mais significativa, registando-se uma descida de 75% nas vendas. Seguem-se as categorias Infantil/Juvenil (-64%) e Literatura (-58%).

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