Continente: A arte de seleccionar o melhor de Portugal

Cadernos
Marketeer
13/11/2025
15:07
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Numa prateleira repleta de garrafas, cada rótulo conta uma história.

Por trás de cada vinho ou bebida espirituosa disponível nas lojas Continente existe um trabalho minucioso de selecção, que combina critérios rigorosos de qualidade com um profundo conhecimento das tendências de consumo e, acima de tudo, uma missão clara: celebrar e promover o melhor da produção nacional. Paula Ferro, directora da Unidade de Negócio de Vinhos e Espirituosas do Continente, lidera uma equipa que transforma a diversidade do património vitivinícola português numa oferta acessível, inovadora e capaz de responder aos mais variados perfis de consumidores.

A selecção que chega às garrafeiras Continente não acontece por acaso. Paula Ferro explica que toda a escolha é feita de forma criteriosa, procurando disponibilizar uma oferta abrangente que responda aos diferentes gostos dos consumidores, desde opções premium até alternativas mais acessíveis, com representação das principais regiões vitivinícolas portuguesas, castas e formatos. Nas bebidas espirituosas, a aposta passa por apresentar uma grande variedade de segmentos, marcas e referências capazes de dar resposta às mais recentes tendências, muitas vezes antecipando-as. Esta visão estratégica combina inovação, qualidade e diversidade, sempre aos melhores preços.

O processo de selecção envolve não apenas a equipa de gestão, mas também uma equipa especializada de enologia que realiza provas cegas, validando e assegurando a qualidade de cada vinho antes de este chegar às prateleiras. Este rigor tem sido reconhecido de forma consistente: desde o início de 2025, foram atribuídas mais de 100 medalhas em concursos nacionais e internacionais a vinhos do portefólio Continente, um testemunho da aposta contínua na excelência.

Para quem procura experiências mais exclusivas, o conceito CAVE dentro das lojas Continente assume um papel diferenciador. Actualmente, o Continente conta com 108 CAVES em todo o território nacional, espaços dedicados à selecção e oferta de vinhos e espirituosas de qualidade superior, criando uma experiência de compra distinta para os apreciadores mais exigentes.

A DIVERSIDADE PORTUGUESA EM CADA GARRAFA

A riqueza da oferta da Garrafeira Continente é um reflexo directo da diversidade do território vitivinícola português. Paula Ferro revela números que impressionam: a marca trabalha com 345 produtores de vinho, assegurando a representação das principais regiões demarcadas do país – do Douro ao Alentejo, passando pelo Dão, Bairrada, Tejo, Península de Setúbal, Algarve, entre outras. Esta amplitude geográfica traduz- se numa selecção que abrange perfis distintos de terroir, castas e estilos de vinificação, permitindo ao consumidor descobrir e valorizar a pluralidade dos vinhos nacionais.

A ligação que o Continente mantém com os produtores vai muito além da simples relação comercial. Estas parcerias são essenciais para promover a qualidade, a inovação e a sustentabilidade do sector, estendendo-se também a iniciativas como a Feira de Vinhos, Enchidos e Queijos do Continente, uma das mais aguardadas pelos consumidores. Neste evento, valoriza-se a produção nacional, promovendo a descoberta de novas referências e propostas de valor diferenciadoras. Mais do que isso, proporciona-se aos clientes possibilidades de acederem a diferentes experiências de enoturismo, aproximando os consumidores das regiões e dos produtores que dão vida à vitivinicultura portuguesa.

O Clube de Produtores Continente (CPC) desempenha igualmente um papel crucial neste ecossistema. São mais de 50 os produtores de vinhos membros do CPC que fornecem produtos para a gama da Garrafeira do Continente e participam nas iniciativas promovidas pelo Clube. O CPC apoia a viticultura nacional através de programas impactantes, como o Programa da Agroecologia e a Academia do Clube de Produtores, com foco na sustentabilidade, promovendo boas práticas ambientais e acelerando a inovação no sector.

O compromisso com a qualidade e a autenticidade manifesta- se também na valorização de vinhos de origem certificada, reforçando o compromisso com a produção nacional e a sustentabilidade. Esta preocupação com uma gestão eficiente de recursos e práticas responsáveis está presente em toda a cadeia, oferecendo aos consumidores uma selecção que alia qualidade, origem e autenticidade.

TENDÊNCIAS E DESAFIOS NUM MERCADO EM TRANSFORMAÇÃO

O mercado de vinhos e bebidas espirituosas não é estático, e Paula Ferro tem uma visão clara sobre as principais tendências que moldam o sector. «As principais tendências passam por um aumento da procura de vinhos brancos e monocastas e, nas espirituosas, por formatos de conveniência, cocktails prontos a beber e bebidas aromatizadas», explica. Paralelamente, assiste-se a duas tendências transversais tanto a vinhos como a espirituosas: a procura de bebidas mais leves, com menos álcool, e também uma tendência de premiumização, com a procura de artigos diferenciadores e de qualidade destacada.

Para responder a estas mudanças, existe um trabalho constante a montante, por parte dos gestores, para procurar e seleccionar as melhores propostas e assim introduzir novas referências. O objectivo é impactar a oferta do Continente com bebidas que combinem qualidade, inovação e relação qualidade-preço, acompanhando as preferências dos consumidores de forma ágil e assertiva.

Os desafios não são poucos. Paula Ferro identifica como principais a gestão da grande variedade de produtos disponíveis e a adaptação às novas tendências de consumo. O consumidor destas categorias tem revelado alterações de preferências com um dinamismo considerável, o que obriga a que as gamas sejam cada vez mais pressionadas a reflectir de forma ágil estas mudanças. A actual presença e destaque nos lineares dos formatos de conveniência, como as latas de bebidas espirituosas prontas a beber, é um exemplo que reflecte a capacidade de adaptação e resposta da marca.

Por outro lado, surgem oportunidades importantes na valorização da oferta, com foco na produção nacional, e na promoção de artigos com padrões de qualidade elevados. É este equilíbrio entre desafio e oportunidade que define a estratégia da unidade de negócio.

A experiência do consumidor vai muito além do momento da compra. O Continente privilegia sempre uma relação de grande proximidade, tanto com os produtores como com os consumidores. Um exemplo paradigmático é a Praça dos Vinhos, um espaço integrado no Festival da Comida Continente, que decorreu no Parque da Cidade, no Porto. Na 7.ª edição do evento, proporcionou-se aos visitantes oportunidades de provar diferentes tipos de vinhos de várias regiões de Portugal, num ambiente descontraído. Foram mais de 400 referências em prova, de mais de 40 produtores, incluindo vinhos recentemente integrados na Garrafeira Continente, permitindo aos consumidores conhecer as novas marcas de vários produtores nacionais.

Nas lojas, contam-se, por ano, centenas de degustações promovidas por produtores para darem a conhecer os seus produtos. «Esta proximidade entre consumidor e produtor é essencial, pois além de proporcionarem o momento da prova, também é um momento de partilha de histórias, de curiosidades, que o cliente muito valoriza», sublinha Paula Ferro.

As feiras temáticas do Continente são talvez o exemplo mais claro desta estratégia de proximidade e reflectem o papel central da marca na valorização dos produtos nacionais e na aproximação entre produtores e consumidores. Particularmente, a Feira de Vinhos, Enchidos e Queijos destaca-se pela grande variedade de referências que apresenta, permitindo aos clientes conhecer mais sobre diferentes produtos de origem nacional e as suas características. Esta iniciativa vai para além da promoção comercial, funcionando como um espaço de descoberta e partilha que reforça a confiança na qualidade da oferta e cria uma experiência enriquecedora para o consumidor. Nestes espaços, os clientes podem provar as novidades e receber um aconselhamento dedicado.

Em cada garrafa seleccionada, em cada prova organizada, em cada parceria com produtores nacionais, o Continente constrói uma narrativa que celebra a riqueza do património vitivinícola português. É esta visão que define a estratégia da marca e promete continuar a surpreender os consumidores, sempre com o melhor que Portugal tem para oferecer.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Vinhos, azeites e bebidas espirituosas”, publicado na edição de Outubro (n.º 351) da Marketeer.




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