Foi hoje dada a conhecer, ao final da tarde, a campanha do Rock in Rio que ao longo dos próximos meses acompanhará a contagem decrescente até às datas do festival que acontece nos dias 20, 21, 27 e 28 de Junho de 2026, na Cidade do Rock, em Lisboa.
A campanha “A Stage for the World”, criada pela Dentsu Creative, visa reflectir o propósito do Rock in Rio de dar palco ao mundo, iluminando-o através das pessoas. E é da soma desses sonhos e emoções que nasce algo maior, a energia capaz de tornar o mundo melhor. No centro da narrativa estão as placas do Palco Mundo, que compõem a cenografia do palco principal do Rock in Rio Lisboa, uma das estruturas icónicas do evento.
As placas, que fazem parte da identidade visual do festival há várias edições, transformam-se agora num símbolo colectivo: cada uma representa um sonho, uma mensagem ou uma história individual mostrando que um mundo melhor para todos é possível.
Além do ecrã, a campanha ganhará expressão física e digital em várias frentes ao longo dos próximos meses, com diversas iniciativas de norte a sul do país e em vários pontos da Europa, num grande Road to Rock in Rio que celebra o caminho até 2026.
«O Rock in Rio Lisboa sempre foi um palco de sonhos, mas o seu maior espectáculo são as pessoas. Quando vemos milhares de pessoas, diversas em forma e crenças, vivendo aquela experiência com respeito, em paz e harmonia, temos a certeza de que o mundo pode ser melhor do que vemos hoje. Iluminar a plateia, dar palco às pessoas e aos seus sonhos é dar palco a este mundo melhor em que tanto acreditamos e que queremos viver – é isso que queremos celebrar com A Stage for the World», afirma Roberta Medina, vice-presidente Executiva do Rock in Rio e que é também a voz-off da campanha.
Em conversa com a Marketeer, à margem do evento de apresentação da nova campanha, do espectáculo acrobático de aviões e de novas confirmações para o evento, Roberta Medina confessa que apesar de a organização ser apaixonada pela comunicação do “falta um ano”, foi necessário arrancar com a grande campanha de comunicação no pós-Verão para fugir do ruído das marcas nessa época do ano.
O que é que se quer comunicar agora com esta campanha?
Em 2024 começou uma nova era do Rock in Rio Lisboa, com a mudança para o Parque Tejo, com o potencial de crescimento, com mais investimento da nossa parte nos conteúdos, no espaço físico. O espaço ainda maior que nos permite ter conteúdos mais robustos, um investimento grande para a atracção do mercado internacional, que é um movimento que a gente nunca fez, com a robustez do que estamos a fazer agora, muito focado no público festivaleiro. Agora estamos a ampliar esse alcance com um parceiro de peso, um primeiro patrocinador global, a Coca-Cola. Então, inauguramos aqui uma nova era.
Uma era onde já em 2024, na perspectiva de campanha começámos a trabalhar com a Dentsu. É muito importante que os nossos valores venham à frente da campanha e estejam presentes o tempo todo na nossa conversa. E que as pessoas se recordem constantemente que o convite é muito mais do que estar num show. É para nos divertirmos tendo consciência de que estamos a viver um momento especial, onde mostramos que um mundo melhor é possível, onde de uma forma muito leve falamos de temas importantes como amor, como alegria, como sair da telinha e viver ao vivo, da conexão humana.
Esse foi o grande desafio para a agência, já na campanha dos 20 anos quando nasce o All in Rio e conseguimos trabalhar (na marca do festival) o All, o Magic, o Dream. Tudo o que queremos falar com as pessoas, está o tempo todo na campanha a aparecer. E agora damos mais um passo nessa conversa e passamos a fazer uma coisa que a Rock in Rio faz desde 1985, que é iluminar a plateia, iluminar as pessoas. Foi o primeiro evento de música a iluminar a plateia, que era uma coisa que não se fazia. Na cabeça de um publicitário [a actividade de Roberto Medina antes de criar o Rock in Rio] estava claro que as pessoas eram o mais importantes. O show repete-se, mas o que faz a diferença é quando se tem aquelas pessoas a interagir naquele momento ao vivo com o artista. Estamos a pegar nessa origem do Rock in Rio, de olhar para as pessoas, de criar infraestrutura a pensar em conforto, de criar o line-up consultando o público sobre o que quer ver. Estamos a fazer isso também na campanha. Estamos a iluminar os sonhos das pessoas para o futuro e para um mundo melhor.
A campanha vai ter um road tour. Não vai estar só em Portugal. Vai estar em Madrid, vai estar em Londres e em outras capitais europeias, onde damos o nosso principal asset para o público se manifestar. As pessoas manifestam-se com os seus sonhos para o mundo. Esses sonhos serão reunidos no Palco Mundo. O que estamos a dizer é que é possível, com toda a diversidade, pluralidade e diferenças culturais. É possível o mundo funcionar em paz e harmonia
O mote da campanha é “Stage For”, um palco para o mundo, para o amor, para a música, para a diversão. É o palco para o que as pessoas quiserem. Essa é a grande convocatória. A campanha tem esse mote. Tem um filme inicial, que é o conceito da campanha, as placas estão sempre presentes. Os elementos que vão estar sempre presentes são o Stage For e as placas. Vai estar em publicidade exterior, em televisão, em digital… Vai haver uma continuidade desde agora até à comunicação dentro do evento em tudo o que fizermos, seja o anúncio de artistas ou de novas atracções.
Nesta campanha, a voz é a sua. Porquê essa opção? A Roberta é a voz do Rock in Rio para os portugueses?
Quando a agência propôs eu questionei. Mas a minha passagem pelos Ídolos marcou muito. Passados 15 anos da passagem nos Ídolos, as pessoas só pela voz perguntam se eu sou a Roberta do Rock in Rio. É curioso, mas de facto identifica. Os criativos não só pelo destaque da voz, mas eles sabem muito bem que eu sou muito convicta.
Porque é que foi este o momento escolhido para o arranque da campanha?
No passado falávamos em um ano de comunicação e no Brasil ainda fazemos dessa forma. A Europa tem uma característica diferente que é o Verão. O Verão muito intenso, com festivais, férias, o regresso às aulas fizeram-nos perceber que o esforço durante o Verão. Então começar uma comunicação, um ano antes, durante o Verão com o ruído bom que o Verão traz, não fazia sentido.

Então este ano, porque temos muito apega ao “falta um ano”, fizemo-lo com o mega anúncio de Linkin Park. Foi o maior início de vendas de sempre, mais que Rolling Stones e que Bruno Mars! Marcámos a data para ninguém esquecer que 2026 é ano de Rock in Rio.
E agora começamos e já não paramos de comunicar. Pelo menos a cada 15 dias vamos ter notícias, novas, fresquinhas, na rua.
Hoje anunciam Katy Perry…
Começamos a construir o dia pop/rock, o dia da família, que é o 20 de Junho. Nesse dia temos Pedro Sampaio e junta-se Katy Perry e os Napa.
Anunciamos também a novidade do reforço do investimento da Super Bock que assume o palco Tejo que passa a Palco Super Bock. É aí que vão actuar os Napa. Este palco vai manter o perfil de bandas nacionais e internacionais da nova geração.
Conseguimos reorganizar a localização dos palcos para as clareiras todas crescerem e para assim conseguir colocar nesses palcos outros artistas, sendo mais confortável para o público.
Na última vez que conversámos falou do crescimento no mercado europeu. Como estão as vendas?
Continuámos a vender sem ter anunciado novidades. A Confort Zone do dia de Linkin Park já está mais de metade vendida. O que agora vamos disponibilizar de diferente são os camarotes (Premium Club) que só tínhamos para empresas, mas recebemos alguns contactos de pessoas a querer um produto diferenciado. Resolvemos abrir para o grande público que poderá ser mais para estrangeiros porque é um produto mais caro – um camarote para 10 pessoas com comida e bebida, na lateral do Palco Mundo.
Ao nível do mercado internacional, quais são os países que têm procurado mais os produtos?
Os nossos principais mercados são Espanha, Londres, França e Alemanha. Suíça e Brasil também estão bem. O que estamos a ver são alguns grupos corporativos. Por exemplo, o festival de Cannes na área da publicidade é muito perto cronologicamente do Rock in Rio. Então começamos a ver essa relação. São grupos que têm procurado Lisboa e agora procuram vir junto do festival para ter uma oferta diferenciada. São esses que estão a mexer mais. As agências na área de turismo já estão com toda a informação.
Agora com o início da jornada de comunicação é quando as coisas vão mexer mais. Estamos muito optimistas. O nosso objectivo é dobrar a venda internacional e ter em termos de público e vendas maiores do que a última edição que já foi a melhor de todas.
Texto de Maria João Lima
*A jornalista escreve segundo o Antigo Acordo Ortográfico














