Os fenómenos climáticos extremos são cada vez mais comuns. Ondas de calor prolongadas ou inundações originadas por tempestades fortes surgem como consequência das alterações climáticas. Como forma de ajudar as pessoas e as cidades de todo o mundo a mitigar estas situações e a adaptarem-se aos efeitos da subida das temperaturas, a Google revela um conjunto de iniciativas, como a monitorização de incêndios com imagens de satélite.
De acordo com a Google, todos os anos, as altas temperaturas matam quase 500 mil pessoas e as mortes relacionadas com o calor estão a aumentar. Para se manterem seguras durante fenómenos ambientais extremos, as pessoas costumam recorrer à Internet com perguntas: em Julho de 2022, o interesse de pesquisa pelas palavras ondas de calor atingiu um recorde global.
Assim, a Google vai disponibilizar informações confiáveis e úteis ao longo dos próximos meses e novos alertas sobre ondas de calor na pesquisa. Quando pesquisarem informações sobre calor extremo, os utilizadores irão ver detalhes sobre o início e o fim da onda de calor prevista, dicas sobre como como se arrefecer, e potenciais problemas de saúde associados e aos quais devem estar atentos. Para garantir que as informações são relevantes e precisas, a gigante tecnológica está a trabalhar com a Global Heat Health Information Network (GHHIN).
As cidades também estão a procurar formas de evitar o aparecimento das ilhas de calor urbano – áreas urbanizadas que contam com temperaturas mais altas devido a estruturas, como estradas e edifícios, que absorvem o calor e o devolvem depois à atmosfera. Uma das estratégias para ajudar a baixar as temperaturas é aumentar a cobertura de árvores nessas áreas.
O Tree Canopy, parte do Environmental Insights Explorer, combina IA e imagens aéreas, de modo a que as cidades possam conhecer e compreender a sua actual cobertura de árvores e planear melhor as iniciativas de plantação de árvores nas cidades. Este projecto está actualmente a ser implementando em 350 cidades mundias, incluindo as portuguesas Lisboa, Águeda, Almada, Cascais, Guimarães, Seixal e Torres Vedras.
Outra estratégia para lidar com as “ilhas de calor” passa por desenvolver uma infraestrutura que mantenha as temperaturas interiores mais baixas – como, por exemplo, com o arrefecimento de telhados. A Google está a explorar a forma como a sua tecnologia pode ajudar mais locais na implementação do arrefecimento passivo em telhados: mapear a reflectividade solar das cidades, de modo a que urbanistas e governos possam identificar quais as áreas que podem beneficiar mais com o arrefecimento dos telhados.














