Cofidis: O futuro das empresas é, inevitavelmente, social

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06/01/2026
09:30
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Entre a sustentabilidade social e a responsabilidade social: uma conversa que é tudo menos semântica.

Texto: Edgar Sabino, Director de Pessoas e Cultura da Cofidis Portugal

Nos últimos anos, a responsabilidade social ganhou um lugar estável na linguagem das organizações. É comum vê-la associada a iniciativas que procuram ter um impacto positivo na comunidade, muitas vezes no formato de projectos de voluntariado, apoios a causas ou programas pontuais. Mas hoje, mais do que nunca, importa ir além da semântica. O momento exige um reposicionamento da forma como as empresas pensam o seu papel na sociedade.

Responsabilidade social é importante. Continua a ser uma expressão de ética, de consciência e de compromisso. Mas é, frequentemente, accionada a partir de uma lógica de compensação: devolver à sociedade uma parte do que dela recebemos. Sustentabilidade social, por outro lado, exige integração estrutural.

É a ambição de contribuir de forma continuada para uma sociedade mais justa, mais inclusiva e mais equilibrada. Não se trata apenas de agir correctamente, mas de escolher ser parte activa da transformação.

É aqui que se joga o novo papel das empresas. O desafio não está apenas em responder às expectativas sociais, mas em assumir um papel protagonista na criação de futuro. E isso começa dentro da organização. Uma cultura de sustentabilidade social exige coerência entre aquilo que dizemos e o modo como nos relacionamos com as nossas pessoas. Requer uma visão que integre bem-estar, inclusão, equidade, desenvolvimento e participação como dimensões permanentes, não como acções isoladas.

Esta mudança de paradigma implica uma reflexão profunda. A responsabilidade social pode viver num departamento ou numa iniciativa. A sustentabilidade social tem de viver na cultura.

A responsabilidade pode ser reactiva. A sustentabilidade é, por definição, proactiva. A responsabilidade responde ao presente. A sustentabilidade prepara o futuro. Uma traduz intenção. A outra exige visão.

A Cofidis tem vindo a fazer este caminho de forma intencional. O nosso compromisso com a sustentabilidade social não se traduz apenas em práticas visíveis. Está na forma como entendemos o papel da empresa na vida das pessoas. Está na convicção de que os temas sociais não são uma frente paralela à actividade, mas parte da nossa identidade enquanto marca. E está, sobretudo, na forma como procuramos tomar decisões que respeitam, envolvem e valorizam todos os que connosco trabalham e colaboram.

O futuro das empresas será, inevitavelmente, social. Não por uma questão de reputação, mas porque os desafios que enfrentamos como sociedade (desigualdade, polarização, exclusão, fragilidade das comunidades) pedem respostas sistémicas e consistentes. E as empresas, enquanto organizações com recursos, capacidade de mobilização e influência, não podem ficar à margem.

Sustentabilidade social é, por isso, um compromisso com o longo prazo. Não é sobre fazer mais. É sobre fazer melhor. Com mais intenção, mais coerência e mais visão. Trata-se de deixar um legado que não dependa apenas de resultados financeiros, mas de um impacto positivo duradouro, tangível e partilhado.

Na Cofidis, assumimos esse compromisso como parte integrante da nossa estratégia e da forma como queremos estar no mundo. Porque acreditamos que o futuro se constrói com escolhas. E que a mais importante de todas é esta: estar onde podemos fazer a diferença.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Sustentabilidade e Responsabilidade Social”, publicado na edição de Dezembro (n.º 353) da Marketeer.




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