A Cloudflare anunciou uma reestruturação global que implica o despedimento de mais de 1.100 trabalhadores, o equivalente a cerca de 20% da sua força de trabalho, numa decisão associada à crescente adoção de inteligência artificial (IA) nas operações da empresa.
Segundo o site especializado Merca20, a tecnológica justifica a medida com a necessidade de se adaptar a uma nova fase operacional centrada na chamada “era da IA agêntica”, em que sistemas automatizados passam a desempenhar funções anteriormente realizadas por equipas humanas.
De acordo com a empresa, o aumento significativo do uso interno de ferramentas de IA — que terá crescido cerca de 600% nos últimos meses — levou a uma reorganização profunda da estrutura, afetando várias áreas como engenharia, marketing e funções administrativas.
A Cloudflare, conhecida pelos seus serviços de infraestrutura digital e cibersegurança, sublinha que a decisão não está relacionada com desempenho individual dos colaboradores nem com cortes imediatos de custos, mas sim com uma mudança estratégica de longo prazo.
O anúncio surge num contexto em que várias tecnológicas estão a acelerar a integração de inteligência artificial nos seus processos, com impacto direto na organização interna e no mercado de trabalho do setor.
A empresa reforça que continuará a contratar em áreas consideradas críticas para o seu crescimento, nomeadamente engenharia e funções ligadas ao desenvolvimento de produto.














