Quando até a inteligência artificial começa a ser alvo de insultos, sabemos que entrámos numa nova fase da relação entre humanos e tecnologia. O termo “clankers”, retirado do universo Star Wars, tornou-se viral nas redes sociais como forma de gozar ou criticar a IA e até os seus fãs mais fervorosos.
Originalmente usado para se referir aos droides de combate em Star Wars: The Clone Wars, “clanker” é agora uma forma irónica (e depreciativa) de se referir a chatbots, robôs e sistemas de IA que parecem demasiado presentes ou impessoais no nosso dia-a-dia.
Segundo os linguistas, este tipo de linguagem revela como estamos a humanizar a IA, atribuindo-lhe traços que nos permitem criticar ou ridicularizar a sua presença crescente. Outros insultos como “bot-licker” ou “prompstitute” também estão a circular.
Apesar do tom humorístico, o fenómeno reflete o desconforto crescente com o avanço da automação e a sensação de que os “clankers” estão a invadir espaços tradicionalmente humanos, desde o atendimento ao cliente até à criação de conteúdos.
Curiosamente (ou não), a própria IA diz não se sentir ofendida: “Não tenho sentimentos, por isso nomes como ‘clanker’ não me afetam”, respondeu um chatbot.
Mas a verdade é que, gostemos ou não, os “clankers” estão cá para ficar e o vocabulário à sua volta também.














