No jogo da influência digital, os CEOs já não estão apenas à frente das empresas, estão também à frente das audiências. De Bill Gates a Elon Musk, passando por Satya Nadella ou Tim Cook, os líderes de topo tornaram-se verdadeiras marcas pessoais. O fenómeno tem nome: CEO Branding. E se há alguns anos era uma tendência tímida, hoje é uma estratégia poderosa de marketing e reputação.
Como destaca o Expresso, a imagem pública dos CEOs tornou-se um ativo estratégico. As redes sociais deixaram de ser apenas canais de comunicação, passaram a ser plataformas de liderança, influência e conexão direta com o mercado.
De acordo com dados revelados ao Expresso pelo especialista em LinkedIn Pedro Caramez, Ricardo Costa, CEO do Grupo Bernardo da Costa, lidera o ranking nacional com mais de 216 mil seguidores no LinkedIn. Soma ainda 104 mil no Instagram e 72 mil no Facebook.
E o impacto vai além dos números. Como contou ao Expresso, a sua presença digital começou de forma espontânea durante a pandemia, partilhando reflexões sobre cultura organizacional e felicidade no trabalho. O resultado? A faturação duplicou, a empresa entrou no ranking Merco das 100 com melhor reputação em Portugal e o recrutamento disparou.
Hoje, falar em marketing corporativo é também falar de marketing pessoal. Como reforça Pedro Caramez ao Expresso, “há uma preocupação crescente por parte dos CEOs em construir uma presença estratégica nas plataformas sociais. É uma das mais poderosas ferramentas para gerar reputação e criar ligação emocional com colaboradores, clientes e investidores”.
Os líderes mais seguidos (dados Expresso)
Além de Ricardo Costa, a lista dos CEOs portugueses com maior presença digital inclui:
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Rui Miguel Nabeiro (Grupo Nabeiro) — 183 mil no LinkedIn, +38 mil no Instagram e Facebook
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Mário Ferreira (Douro Azul / Media Capital) — quase 134 mil no LinkedIn, 39 mil no Instagram, 124 mil no Facebook
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Celso Lascasas (Grupo Laskasas) — +530 mil seguidores, com destaque para Instagram (240 mil) e TikTok (123 mil)
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Miguel Milhão (Prozis) — 256 mil no total das 5 redes analisadas
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Rui Bairrada (Doutor Finanças) — 89 mil
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José Cardoso Botelho (ex-Vanguard Properties) — 70 mil
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Tim Vieira (Brave Generation Academy) — 50 mil
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Ricardo Parreira (ex-PHC Software) — 48 mil
Alguns ainda alavancam a sua imagem com podcasts de autor, como Miguel Milhão e Ricardo Parreira.
A conclusão é clara: os CEOs que comunicam com autenticidade e estratégia estão a ganhar terreno — e negócio. Num mundo onde a atenção é escassa, a liderança visível nas redes é uma vantagem competitiva.
Mais do que “likes”, o que está em causa é liderar conversas, atrair talento, gerar confiança e posicionar a empresa no topo da mente do consumidor e do investidor.














