A Comissão Europeia aprovou sem quaisquer condições a aquisição do grupo Interpublic (IPG) pela Omnicom, considerando que “a operação não levanta preocupações de concorrência no Espaço Económico Europeu (EEE)”. A decisão surge após uma análise detalhada aos mercados nacionais de serviços de publicidade, marketing e comunicação, onde ambas as empresas operam com forte presença internacional.
DE acordo com o comunicado da Comissão Europeia a que a Marketeer teve acesso, a investigação incidiu sobre dois segmentos principais: os serviços de comunicação de marketing, ligados ao desenvolvimento criativo de campanhas, e os serviços de compra de meios, responsáveis pela negociação e aquisição de espaço publicitário. Segundo Bruxelas, “a empresa resultante da fusão manterá apenas posições moderadas no mercado, enfrentando ainda a concorrência ativa de grandes grupos globais como a WPP, Publicis, Havas e Dentsu-Aegis”.
Entre as conclusões apresentadas, a Comissão destaca que “os clientes continuarão a ter várias alternativas caso pretendam mudar de agência, graças a contratos de curta duração, mercados altamente concorrenciais e custos de mudança relativamente reduzidos”. Do lado dos meios de comunicação, o regulador europeu considera que “os proprietários mantêm poder negocial suficiente para evitar potenciais abusos de posição dominante”.
A operação, notificada a 20 de outubro de 2025, foi assim autorizada numa fase inicial do processo de controlo de concentrações, sem necessidade de investigação aprofundada, refere a Comissão Europeia .














