As principais tendências de Comunicação e Marketing 2026

Opinião
Marketeer
11/12/2025
20:02
Opinião
Marketeer
11/12/2025
20:02


Partilhar

Opinião de Horácio Lopes, Professor Adjunto no IPAM, Coordenador da Pós-graduação 100% Online em Sales Management, Coordenador de Mercado do IPAM Lisboa

Já pensou em como a placa “É Proibido Pisar a Relva” lá foi colocada?

Pois… quando uma comunicação é facilmente decifrável, adequada e apresentada no local e no momento certos, ninguém a questiona!

A forma como consumidores e marcas constroem e interpretam significados no ecossistema digital atual será um desafio em 2026, mas uma política de comunicação bem concebida continuará a ser o ponto de partida para a estratégia de marketing, pois até mesmo um produto de elevada qualidade falha sem uma proposta de valor eficaz.

A presença digital das empresas evoluiu, mas os websites tenderão a permanecer no centro. A democratização das ferramentas de criação online permite publicar conteúdos sem grandes custos e acelerar o crescimento da desinformação. Este ruído reforça a necessidade de plataformas institucionais robustas, claras e verificadas. Em 2026, espera-se uma aposta reforçada em websites completos, capazes de mitigar interpretações enviesadas decorrentes do fluxo massivo de conteúdo produzido pelos utilizadores (UGC).

O UGC desempenha um papel central na perceção das marcas. O relatório State of the Consumer 2025 mostra que, após amigos e familiares, os consumidores confiam sobretudo nas reviews online. As redes sociais, como primeiro ponto de contacto para obter informação sobre produtos, fazem com que uma opinião num canal de YouTube, num blog ou num perfil de Instagram fortaleça ou fragilize reputações em horas. O crescimento do UGC exigirá monitorização ativa através de softwares de social listening que detetem menções, avaliem sentimentos e antecipem riscos reputacionais.

Outra tendência relevante é a transformação dos processos de pesquisa. Até 2022, o SEO tradicional era essencial para garantir visibilidade no Google. Desde então, as pesquisas conversacionais, ditadas por voz e formuladas de forma natural, têm crescido rapidamente. A tendência aponta para o uso crescente de chatbots e assistentes de IA, que fornecem respostas estruturadas e completas. As empresas devem, por isso, preparar conteúdos que possam ser interpretados por motores de pesquisa semântica, recorrendo a estratégias de content design adequadas ao modo como a IA relaciona conceitos.

A comunicação não verbal ganhará relevância devido ao uso crescente de smartphones. Os emojis mantêm popularidade, embora a fragilidade trazida ao debate pelo documentário “Adolescentes” seja um sinal de alerta para um uso controlado pelas empresas. Para 2026, antecipa-se a criação de simbologia original e proprietária, com o ADN das marcas e eficaz em ambientes de atenção fragmentada.

Entre websites completos, monitorização do UGC, conteúdos preparados para pesquisa por IA e simbologia própria, caberá ao marketer encontrar o equilíbrio que privilegie a clareza, a coerência e a responsabilidade comunicacional. A vantagem residirá menos na quantidade de mensagens e mais na capacidade de gerar sentido, confiança e humanidade porque a tecnologia evolui mais depressa do que a capacidade humana de a interpretar.




Notícias Relacionadas

Ver Mais