A Apple anunciou recentemente a remoção das controversas aplicações de encontros Tea e TeaOnHer da sua App Store, devido a múltiplas violações das normas de privacidade, moderação e segurança dos utilizadores. A decisão surge após meses de escrutínio sobre a gestão de dados pessoais pelas plataformas, especialmente após uma grande falha de segurança, que este ano expôs milhares de imagens privadas e documentos de identificação.
Ambas as aplicações, Tea e TeaOnHer, promoviam-se como plataformas dedicadas à “segurança em encontros”, permitindo aos utilizadores partilhar avaliações sobre os encontros, com etiquetas de “bandeira vermelha” e “bandeira verde”. Embora o conceito tenha tido grande adesão, especialmente por permitir aos utilizadores partilhar experiências, as aplicações acabaram por levantar preocupações sobre a possibilidade de promoverem difamação e a violação da privacidade alheia.
O problema da Tea agravou-se em julho de 2025, quando uma falha comprometeu cerca de 72 mil imagens de utilizadores, incluindo selfies e cópias de documentos de identidade, que acabaram por ser divulgadas em plataformas como o fórum 4chan. O incidente gerou investigações, críticas e uma onda de críticas negativas nas redes sociais.
A Apple explicou que a remoção foi a consequência de não terem sido cumpridas as secções 1.2, 5.1.2 e 5.6 das Diretrizes de Revisão da App Store. Estas regras exigem que as aplicações disponham de ferramentas eficazes de verificação e bloqueio, proíbem a partilha não autorizada de dados pessoais e responsabilizam os criadores de conteúdo por queixas repetidas ou comportamentos inseguros. Apesar de alertas anteriores, a Apple afirma que os problemas não foram resolvidos e, além disso, surgiram relatos de dados de menores a circularem pela plataforma, o que aumentou a gravidade das violações.














