Ana Morais assume Marketing da KWAN

Em TrânsitoNotícias
Maria João Lima
02/10/2025
12:23
Em TrânsitoNotícias
Maria Joao Lima
02/10/2025
12:23


Partilhar

Implementar uma estratégia global de marketing data-driven que reforce o posicionamento de referência da empresa portuguesa de outsourcing e nearshoring de perfis tecnológicos KWAN em Portugal e em mercados internacionais estratégicos. É essa a missão de Ana Morais que assumiu a função de Head of Marketing da empresa.

Ao longo do seu percurso profissional de quase 20 anos, Ana Morais desempenhou funções em organizações como Syone, eBUPi – Ministério de Justiça, CIRC, PHC Software, TIMwe, entre outras, com foco nas áreas de tecnologia, mobilidade, telecomunicações, SaaS e serviços de TI.

A experiência internacional nos Países Baixos, na Twitter Counter (startup em Analytics para o Twitter) reforçou a sua visão estratégica orientada para a inovação e a gestão de equipas multidisciplinares em projectos globais.

Em conversa com a Marketeer, Ana Morais conta que o grande objectivo que tem para a KWAN é transportar o reconhecimento que a empresa portuguesa de outsourcing e nearshoring tem no mercado nacional para fora de Portugal.

O que a motivou a aceitar o desafio da KWAN e o que espera alcançar nesta nova fase?

Houve dois factores principais que me motivaram a abraçar este desafio. O primeiro foi a cultura da KWAN: uma empresa que coloca as pessoas em primeiro lugar, mas que, ao mesmo tempo, tem a ambição de crescer e consolidar-se como referência nos mercados nacional e internacional. Aqui, a visão do board, aliada à inspiração e motivação transmitidas pelo CEO, Duarte Fernandes, deram-me a confiança de que este é um projecto no qual vale a pena investir. A KWAN não é apenas uma empresa que apregoa valores, mas que, efectivamente, procura fazer o melhor pelos seus colaboradores, e isso sente-se em cada interacção com os kwaners.

O segundo factor foi o desafio de alinhar o marketing com a estratégia de negócio, ajudando a angariar novos clientes e mercados, e a reforçar a notoriedade da marca. Nesta nova fase, o meu objectivo é estruturar processos, métricas e iniciativas que consolidem o marketing como uma função estratégica, assegurando que cada acção contribui directamente para os objectivos globais da empresa.

Desde a sua entrada já identificou alguma oportunidade ou desafio que a entusiasme particularmente?

Acredito que existe uma enorme oportunidade de reforçar a presença internacional da KWAN, sobretudo nos mercados estratégicos da Europa, onde o nearshore português é altamente valorizado, e apesar de algum trabalho já feito, o potencial de crescimento ainda é enorme. A nível nacional, a marca já conquistou bastante notoriedade pelos seus elementos diferenciadores face à concorrência, e o grande objectivo agora é transportar ainda mais esse reconhecimento para fora de Portugal.

Em termos de marketing, vejo um desafio interessante em diferenciar a marca num sector competitivo, através de uma comunicação clara, consistente e centrada no valor que entregamos. E, do ponto de vista interno, torna-se essencial alinhar as equipas em torno de processos optimizados e objectivos comuns. Esta combinação entre expansão internacional, diferenciação da marca e alinhamento interno, é o que mais me entusiasma neste momento.

De que maneira as experiências anteriores a prepararam para as funções que agora assume?

O meu percurso foi sempre marcado por contextos algo desafiantes e muito diferentes entre si. No sector público, por exemplo, liderei projectos de transformação digital onde a complexidade estava em articular comunicação, tecnologia e serviço público, garantindo consistência numa escala nacional que envolvia mais de 140 municípios. No sector privado, passei por empresas de tecnologia, mobilidade e SaaS, tanto em Portugal como no estrangeiro, onde assumi funções de liderança em marketing e comunicação, em ambientes altamente competitivos e orientados a dados. Mais recentemente, tive a oportunidade de liderar um marketing B2B especializado, com foco em geração de leads, expansão internacional e comunicação de soluções complexas do ponto de vista tecnológico.

Estas experiências deram-me ferramentas fundamentais para este momento: desde estruturar equipas multidisciplinares até alinhar o marketing com objectivos comerciais e acompanhar métricas de negócio de forma muito próxima. Por isso, acredito que este percurso me ajudou a aprender a equilibrar visão estratégica com execução prática e a pensar a longo prazo sem perder a capacidade de entregar resultados concretos no curto prazo. É essa combinação que acredito ser essencial para criar impacto real para o negócio.

Daqui a dois anos, o que espera ter alcançado na KWAN? 

Espero olhar para trás e ver que a área de marketing que lidero contribuiu para levar a KWAN ao próximo nível de crescimento, em linha com a nossa “Road to Mars”. Isso significa que ajudámos a consolidar a marca internacionalmente e a estar presente de forma sólida nos mercados estratégicos.

Quero contribuir para uma operação totalmente orientada a dados, com processos e métricas bem definidos, capaz de gerar oportunidades comerciais de forma consistente. Paralelamente, pretendo que a marca seja reconhecida pelo mercado como uma referência no sector, com indicadores de notoriedade e reputação acima da média, e que o marketing seja reconhecido internamente como um verdadeiro parceiro estratégico de negócio, capaz de criar valor não só para os clientes, mas também para os nossos talentos e para toda a equipa KWAN.

Texto de Maria João Lima

*A jornalista escreve segundo o Antigo Acordo Ortográfico

 




Notícias Relacionadas

Ver Mais