Amesterdão está prestes a proibir publicidade de combustíveis fósseis e produtos de carne em espaços públicos. O novo regulamento, aprovado por maioria pelo conselho municipal, entra em vigor a 1 de maio e abrange todos os anúncios veiculados em espaços públicos da cidade, incluindo outdoors, paragens de autocarro e materiais de publicidade nos sistemas de transportes públicos.
A partir de maio, anúncios de produtos e serviços como combustíveis fósseis, automóveis movidos a gasolina ou diesel, viagens aéreas e cruzeiros marítimos ficarão assim fora dos espaços públicos da capital dos Países Baixos. A medida inclui também a proibição de publicidade de produtos de carne considerados intensivos em emissões de gases de efeito de estufa.
A proibição foi impulsionada por uma proposta conjunta dos partidos GroenLinks (ecologista) e Partij voor de Dieren (partido de defesa dos animais), refletindo uma visão política orientada para a redução da pegada ambiental e a promoção de políticas climáticas mais ambiciosas.
De acordo com estes partidos, os anúncios — que passarão a ser proibidos — contribuem para normalizar e promover setores que agravam as alterações climáticas, criando uma contradição entre políticas ambientais e as mensagens veiculadas nas ruas da cidade.
Antes desta decisão, uma proposta inicial já tinha sido lançada em 2020, quando a cidade começou a equacionar a possibilidade de restringir publicidade relacionada com produtos de elevado impacto climático.
A proibição de Amesterdão insere-se numa tendência mais ampla na Europa, tendo França já aprovado legislação que proíbe publicidade de produtos de energia fóssil a nível nacional, prevendo multas para as empresas que violem as regras, enquanto outras cidades dos Países Baixos — como Utrecht, Haia, Zwolle, Delft e Nijmegen — já avançaram com restrições semelhantes nos seus territórios.














