A forma como se assiste ao futebol está a mudar rapidamente e a Amazon Prime Video está determinada em liderar essa transformação. Através da funcionalidade Prime Vision, a plataforma vai lançar no Reino Unido uma nova experiência de transmissão para os jogos da UEFA Champions League, combinando elementos de realidade aumentada com gráficos ao estilo de videojogo e análise de dados em tempo real. Esta proposta permite ao espectador acompanhar, por exemplo, a velocidade da bola, as probabilidades de golo, a posição dos jogadores ou as opções de passe com uma precisão até agora reservada aos jogos de consola.
O objetivo é claro: captar a atenção de uma geração mais jovem, nomeadamente a Geração Z, que valoriza experiências interativas, personalizadas e altamente tecnológicas. O utilizador deixa de ser um mero espectador e passa a poder decidir que dados quer seguir, interagindo com a transmissão de forma ativa. A Amazon desenvolveu algoritmos próprios, incluindo um modelo de probabilidade de golo (xG) e indicadores de “momentum” do jogo, tornando cada transmissão num verdadeiro centro de análise desportiva digital.
Esta abordagem já se revelou eficaz nas transmissões da NFL nos Estados Unidos, onde ajudou a reduzir a média etária do público, tornando o conteúdo mais apelativo para os mais jovens. Agora, a Amazon procura replicar essa fórmula no futebol europeu, abrindo novas oportunidades de monetização para marcas e patrocinadores. A utilização de gráficos sobrepostos permite transformar qualquer área do ecrã em espaço publicitário dinâmico, com anúncios personalizados que se adaptam ao momento do jogo e ao perfil do utilizador.
Além da inovação tecnológica, a Amazon posiciona-se como uma alternativa competitiva às transmissões desportivas tradicionais, utilizando o seu know-how digital para se destacar num mercado altamente concorrencial. A experiência oferecida por Prime Vision não só aumenta o envolvimento do espectador como também proporciona aos patrocinadores um novo canal de comunicação mais eficaz, baseado em dados, segmentação e relevância.
Esta estratégia vem ao encontro de uma tendência clara: os adeptos mais jovens preferem ver desporto em dispositivos móveis e procuram conteúdo sob demanda, com níveis mais elevados de interatividade e personalização. Segundo um relatório da Nielsen, 46% dos adeptos da Geração Z já assistem a eventos desportivos sobretudo através de smartphones ou tablets, e valorizam a possibilidade de participar em fantasy leagues e interagir com as estatísticas durante o jogo.














