Afinal, quanto vão os portugueses gastar no Natal?

São vários os estudos e as estimativas relativamente ao que os portugueses tencionam gastar este ano nas compras de Natal. Porém, as agulhas parecem apontar todas, mais ou menos, na mesma direcção: a Deloitte indica 387 euros; o Observador Cetelem 388 e, agora, o IPAM antecipa um orçamento médio de 385 euros.

Segundo o Instituto Português de Administração de Marketing, este valor representa um salto em relação ao ano passado. A edição de 2018 do mesmo estudo previa que os portugueses gastariam 372 euros em compras referentes à quadra festiva.

«Para o Natal de 2019 mantem-se a tendência verificada no ano anterior, havendo, contudo, alterações no valor médio a gastar. Há, ainda, alterações no local de compra e na data para realização das mesmas», adianta Mafalda Ferreira, docente e coordenadora do estudo do IPAM.

Face a 2018, 17% dos inquiridos prevê gastar menos este ano e 24% afirma que pretende gastar mais – maior disponibilidade económica (67%) é o motivo mais apontado para esta mudança de comportamento. Há ainda quem diga que irá gastar o mesmo este ano (59%), sinal de estabilidade.

Os filhos são os destinatários de eleição dos presentes de Natal dos inquiridos, seguidos do cônjuge e dos pais, irmãos e outros familiares.

Para onde vai o subsídio de Natal

O mesmo estudo do IPAM, que tem por base um inquérito a 472 indivíduos, maiores de 18 anos, revela que 28,59% dos portugueses tenciona gastar o subsídio de Natal – sendo que o objectivo é gastar entre 51 e 75% do montante total.

A análise conclui ainda que 14% dos inquiridos não receberá subsídio nesta altura, o que impactará o seu comportamento perante as compras de Natal. Em relação ao ano passado, aumentou o número de pessoas que recebe subsídio de Natal.

Entre os que recebem, 5,7% não pretende utilizar o dinheiro para fazer compras de Natal, ao passo que 6,69% gastará a totalidade do subsídio nesta quadra.

O que compram, quando e onde?

O estudo do IPAM mostra que as crianças até aos 12 anos recebem essencialmente brinquedos, seguindo-se roupas/sapatos e livros. Para os adolescentes, os presentes mais comprados são, por ordem, roupa/sapatos, jogos electrónicos e livros. Os adultos, por seu turno, recebem roupa/sapatos, livros e acessórios.

No que ao momento de compra diz respeito, a maioria dos portugueses deverá comprar os presentes durante o mês de Dezembro (70,5%). Quem compra antecipadamente justifica a opção com o factor “preço”, muito por culpa de campanhas como Black Friday.

Os centros comerciais (28,9%), por seu turno, são o local preferido para esta tarefa. Ainda assim, sublinha o IPAM, 18,3% recorre exclusivamente ao comércio de rua e 6,1% a plataformas online.

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