Acionistas da Impresa aprovam entrada da MFE com aumento de capital de 17,3 milhões

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29/12/2025
17:11
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Os acionistas da Impresa deram luz verde esta segunda-feira a um aumento de capital que permitirá ao grupo italiano MFE – MediaForEurope entrar na estrutura acionista da dona da SIC e do Expresso. A operação, considerada estratégica para reforçar a posição financeira e competitiva do grupo, representa um marco na história da Impresa e marca o início de uma nova fase no setor dos media em Portugal.

A assembleia geral extraordinária realizada esta segunda-feira votou a autorização para que a administração da Impresa proceda a um aumento do capital social no montante de até 17,325 milhões de euros, através da emissão de novas ações que serão subscritas pelo grupo italiano, segundo comunicado enviado à CMVM.

“Foi aprovada, para os termos e efeitos do artigo 456.º, n.º 1 do Código das Sociedades Comerciais, a autorização ao Conselho de Administração para proceder, no prazo de um 1 (um) ano contado da presente data, a 1 (um) aumento de capital social da Sociedade no montante de até EUR 17.325.000 (dezassete milhões trezentos e vinte e cinco mil euros) mediante entradas em dinheiro”, lê-se no documento.

Com a conclusão do aumento de capital, a MFE – MediaForEurope — controlada pela família Berlusconi e já com presença relevante no setor audiovisual europeu — passará a deter 32,934% do capital social da Impresa. A holding familiar Impreger, detida pela família Balsemão, ficará com 33,738% (numa redução significativa face aos 58,75% anteriores que detinha antes da entrada do capital italiano), garantindo assim a continuidade do controlo da empresa portuguesa apesar da entrada significativa  de capital estrangeiro.

A operação foi estruturada de forma a permitir à MFE subscrever as novas ações da Impresa ao preço médio ponderado dos últimos seis meses, situado em 0,21 euros por ação, totalizando cerca de 82,5 milhões de ações emitidas no âmbito do aumento de capital.

A decisão de aprovar o aumento de capital surge num momento em que a Impresa enfrenta desafios financeiros significativos, com uma dívida líquida elevada e crescimento de receitas moderado projetado para os próximos anos. A empresa tinha justificado a entrada de um parceiro estratégico estrangeiro como uma resposta aos constrangimentos de acesso a crédito e como uma forma de reforçar sua capacidade de investimento e inovação.

Na véspera da assembleia-geral a Impresa divulgou um conjunto de projeções financeiras até 2028, antecipando um reforço da rentabilidade operacional nos próximos anos, apesar de um cenário de crescimento limitado das receitas, sobretudo no segmento de publishing. A dona da SIC e do Expresso prevê que as receitas se mantenham relativamente estáveis e apresentem uma taxa média de crescimento anual (TMCA) de 0,5% até 2028, atingindo os 182,1 milhões de euros. Em 2028 o grupo espera registar um resultado operacional (EBITDA) de 24,3 milhões de euros, o que implica uma TMCA de 7,2%.




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