Entre Crocs, as botas em pele de carneiro ou as sandálias estilo bio, há tendências no universo do calçado que raramente passam despercebidas. Este verão, são os “jelly shoes” que tomam conta do discurso, dividindo opiniões, mas gerando conversas em torno de moda, nostalgia e branding.
Longe de serem apenas mais um revivalismo dos anos 90, os “sapatos de gelatina” estão a ser reposicionados como peças de estilo, com potencial comercial e simbólico para várias marcas do retalho e do luxo.
Foi a marca The Row, das irmãs Olsen, que acendeu o rastilho em 2024 ao apresentar as Mara Flats, uma espécie de fusão entre bailarina clássica e sandália de PVC, com estética minimalista e um toque nostálgico. Como é habitual, bastou um desfile e algumas influenciadoras para o fenómeno ganhar tração.
Em 2025, nomes como Zara, Stradivarius e COS responderam rapidamente, lançando as suas versões próprias, mais acessíveis e pensadas para o público jovem, particularmente aquele que vive entre o TikTok, o Instagram e os festivais de verão.
Os “jelly shoes” passaram de peça de nicho para aposta massiva no retalho e não apenas no calçado. A estética “transparente”, plástica e divertida estende-se já a acessórios, bolsas e até joalharia de fantasia.
O apelo dos jelly shoes vai além do design. Para muitos consumidores esta tendência ativa memórias de infância. As sandálias de plástico coloridas que marcaram verões despreocupados regressam agora com uma nova roupagem e um contexto diferente: menos parque infantil, mais street style.














