A guerra pela visibilidade mudou: SEO vs AEO, quem ganha?

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Marketeer
15/09/2025
15:00
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Nos últimos anos, assistimos a uma transformação profunda na forma como pesquisamos informação online. A chegada de motores de resposta baseados em inteligência artificial, como o ChatGPT, Perplexity, Bing Copilot, Gemini (Google), entre outros, está a mudar os hábitos de pesquisa dos utilizadores. Em vez dos tradicionais resultados com ligações (os famosos “10 blue links”), os utilizadores agora recebem respostas diretas, geradas por modelos de linguagem treinados com milhares de fontes. Neste novo cenário, surge um novo conceito: o AEO (Answer Engine Optimization), uma evolução do SEO tradicional que visa otimizar conteúdos para que sejam citados por estes motores de resposta.

Mas o que distingue o AEO do SEO? E será que devemos escolher um em detrimento do outro? A resposta é clara: não são estratégias concorrentes, mas sim complementares.

Enquanto o SEO (Search Engine Optimization) continua focado em posicionar páginas nos motores de busca tradicionais como o Google e o Bing, o AEO concentra-se em maximizar a probabilidade de um conteúdo ser incluído em respostas geradas por IA. A diferença é profunda: no SEO, a interação do utilizador passa por clicar e navegar; no AEO, a resposta é entregue diretamente no diálogo com a IA, muitas vezes sem necessidade de clique.

Apesar destas diferenças, as duas estratégias partilham alguns princípios essenciais. A qualidade do conteúdo continua a ser um fator decisivo, tal como a autoridade temática (E-E-A-T), a utilização de dados estruturados (como Schema.org) e uma boa performance técnica do site. O AEO, no entanto, dá especial ênfase à clareza, factualidade e estrutura lógica da informação. Quanto mais direto, preciso e bem organizado for o conteúdo, maior a probabilidade de ser citado por um modelo de linguagem.

E como saber se o teu site está a ser citado por uma IA? Há algumas pistas: ferramentas como o Perplexity.ai mostram as fontes utilizadas nas suas respostas; o Google Analytics pode indicar tráfego vindo de domínios como chat.openai.com ou you.com; e até feedback dos utilizadores pode revelar que chegaram até à tua marca através de uma resposta de IA.

Para otimizar para AEO, há várias boas práticas a seguir. O conteúdo deve ser escrito com uma abordagem “entidade primeiro”: introduzir e definir o tema logo no início, sem rodeios. As secções de perguntas frequentes (FAQs) são altamente valorizadas pelos motores de IA, especialmente quando têm perguntas claras e respostas objetivas. Os dados estruturados, como FAQPage, HowTo ou Article, ajudam a IA a entender melhor a informação. Além disso, é essencial garantir que o conteúdo é confiável, com autor identificado, fontes citadas e data de atualização visível.

Outro truque eficaz é incluir, logo no início do artigo, um parágrafo-resposta claro que resuma a informação principal, uma prática que funciona tanto para SEO (como featured snippet) como para AEO. E claro, investir em conteúdos “evergreen” com valor contínuo, como definições, guias passo a passo, comparações ou artigos técnicos bem documentados, pode trazer resultados duradouros.

A chave para o sucesso está na integração estratégica de SEO e AEO. Um mesmo conteúdo pode, por exemplo, posicionar-se bem nos resultados do Google e, ao mesmo tempo, ser citado por uma IA como fonte de resposta. Estruturar o artigo com cabeçalhos hierárquicos, tabelas, FAQs e linguagem clara permite maximizar a visibilidade em ambas as frentes.

Com o crescimento das interacções com IAs, o AEO ganha cada vez mais relevância, sobretudo nas fases iniciais do funil de marketing (descoberta e consciencialização). Contudo, o SEO mantém-se como uma fonte fundamental de tráfego orgânico. Por isso, a melhor estratégia não é escolher entre um ou outro, mas sim combiná-los de forma inteligente.

 




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