A forma como as pessoas pesquisam e descobrem marcas está a sofrer uma transformação profunda e silenciosa. Um novo estudo da Semrush revela que apenas 36 marcas conseguem aparecer de forma consistente nas respostas geradas pelos principais sistemas de inteligência artificial, como o ChatGPT e as ferramentas da Google.
O relatório, intitulado AI Visibility Index 2026, analisou 126 milhões de pesquisas reais entre janeiro e abril deste ano e identificou um grupo restrito de empresas que dominam esta nova “montra digital”.
Entre as mais presentes estão gigantes como YouTube, Google, Amazon, Facebook e Apple, que continuam a reforçar a sua posição — agora também no universo da inteligência artificial.
A Semrush chama-lhes as “Universal 36”: marcas que conseguiram manter presença constante nas respostas de diferentes plataformas de IA ao longo de vários meses.
Apesar de mais de 1.200 marcas terem sido mencionadas pontualmente, apenas estas 36 conseguiram consistência, um fator considerado essencial para relevância neste novo ecossistema digital.
No topo da lista estão plataformas que fazem parte do dia a dia de milhões de utilizadores:
YouTube
Google
Reddit
Facebook
Amazon
Instagram
Apple
eBay
Walmart
Etsy
Estas empresas tornaram-se referências automáticas quando a inteligência artificial responde a perguntas sobre compras, tecnologia, entretenimento ou serviços.
O que distingue estas marcas? Segundo o estudo, há três fatores-chave que explicam este domínio:
Escala e utilização massiva: são plataformas usadas diariamente por milhões de pessoas
Reconhecimento global: marcas com forte reputação construída ao longo de anos
Capacidade de ação: permitem comprar, pesquisar, ver conteúdos ou interagir diretamente
Ou seja, não basta informar, é preciso resolver.
Um dos dados mais surpreendentes é a ausência total de meios de comunicação tradicionais nesta lista. Em vez disso, dominam empresas tecnológicas, plataformas digitais e marcas com forte presença no quotidiano dos consumidores. Para a Semrush, isto mostra que a IA privilegia utilidade prática e interação direta, em detrimento de conteúdos meramente informativos.
O estudo aponta ainda para uma mudança estrutural: o SEO tradicional já não é suficiente. Para aparecer nas respostas da inteligência artificial, as marcas precisam agora de:
Autoridade e reputação online
Presença em múltiplas plataformas
Consistência na comunicação
Relevância real para o utilizador
Uma nova corrida digital
Com ferramentas de IA a responder diretamente às perguntas dos utilizadores, sem necessidade de clicar em links, está em curso uma nova corrida: fazer parte da resposta.












