A Make It, agência portuguesa de comunicação e criatividade reconhecida pela irreverência e inovação, reforça a sua liderança com a entrada de Tiago Jesus como co-CEO, ao lado de Rodrigo Ferreira. Com uma carreira sólida em gestão de projetos, patrocínios e produção de eventos, Tiago chega com a missão de transformar a agência numa potência ibérica, expandindo operações para Madrid e acelerando o crescimento estratégico da marca.
Por Sandra M. Pinto
Num exclusivo para a Marketeer, Tiago Jesus revela os desafios, oportunidades e prioridades desta nova fase da Make It, detalhando como a criatividade, tecnologia e uma abordagem estruturada irão diferenciar a agência em Portugal e Espanha.
Tiago, qual foi o principal motivo que o levou a aceitar o desafio de co-CEO da Make It?
O enorme potencial da Make It e a ambição partilhada de transformar a agência numa referência a nível nacional. O desafio de liderar esta nova fase de expansão, aliando a minha experiência de gestão e criatividade, juntando a irreverência e criatividade da agência, foi o clique perfeito.
Como planeia unir a sua visão à de Rodrigo Ferreira para acelerar o crescimento da agência?
Dividir para somar. O Rodrigo traz o ADN a essência da agência, eu trago o foco na estrutura, na eficiência operacional e na expansão de negócio. É uma liderança complementar: ele garante a estabilidade e foco na irreverência da agência e eu garanto a solidez e o crescimento.
Que oportunidades vê no mercado espanhol que ainda não existem em Portugal?
Espanha oferece uma escala de mercado brutal e existe ecossistema de marcas globais em Madrid. Vejo espaço para uma agência ágil, rápida e com mentalidade inovadora, que entrega a sofisticação das grandes redes, mas com a proximidade e flexibilidade que o mercado ibérico valoriza.
A entrada em Madrid vai exigir adaptações da marca ou da abordagem da Make It?
A essência da Make It nunca mudará, mas a abordagem cultural sim. Madrid exige muito ritmo de new business e uma linguagem local. Estamos a adaptar a nossa operação para sermos mais “nativos” no mercado espanhol, e não apenas uma agência portuguesa a tentar vender lá fora.
Qual é a ambição da Make It em Espanha: liderar, diferenciar-se ou conquistar nichos específicos?
Diferenciarmo-nos pela entrega e criatividade, para depois liderarmos em nichos estratégicos de marcas que procuram inovação. Não entramos para ser mais uma agência, entramos para marcar uma posição
O que é que o rebranding da Make It quer comunicar a clientes e talentos?
Maturidade, sofisticação e internacionalização. Queremos mostrar aos clientes que estamos prontos para desafios de escala ibérica e, aos talentos, que a Make It é o sítio certo para construir uma carreira com impacto ibérico.
De que forma vai garantir que a promessa da marca se mantém consistente entre Portugal e Espanha?
Vai ser um desafio gigante. Mas temos de garantir que o padrão Make It é o mesmo em Lisboa ou em Madrid.
Que elementos da cultura Make It vão ser preservados na expansão ibérica?
A cultura do “não consigo” ou do “é impossível” é algo que não é permitido na agência, temos uma base bem sólida e sabemos onde estamos e para onde vamos.
Como vai estruturar a área de new business para acelerar o crescimento da agência?
É importante criar sinergias, é importante mostrar o nosso valor e dos nossos agenciados. Temos tido várias reuniões em Espanha e já temos trabalhos para serem divulgados. Criando uma equipa dedicada e focada em prospeção ativa e estratégica em ambos os países, apoiada por ferramentas tecnológicas de dados. O new business deixa de ser reativo e passa a ser o motor diário da agência.
Que setores ou tipos de clientes considera prioritários para esta fase de expansão?
Festivais e marcas que deem um bom ritmo ao ecossistema do consumo da moda. Setores que vivem da inovação constante e da ligação direta ao consumidor: Tecnologia, Retalho Moderno, Bens de Consumo e marcas que procuram uma transição digital e criativa acelerada.
Que papel terão criatividade e tecnologia na diferenciação da Make It frente à concorrência?
A criatividade é o nosso base, a tecnologia é o nosso acelerador. Usamos a tecnologia para otimizar processos, analisar dados e libertar os nossos talentos para focarem no que realmente importa: ideias criativas que geram retorno financeiro para os clientes.
Onde quer ver a Make It em 3 a 5 anos, nacional e internacionalmente?
Em Portugal, consolidados no top 10 das agências mais inovadoras e desejadas do mercado. Internacionalmente, com Madrid a faturar ao nível de Lisboa e com os primeiros passos dados para lá da Península Ibérica. E quero ver a equipa a crescer em ambas as cidades, será uma coisa que me vai dar muito prazer.
Que mudanças internas são necessárias para suportar o crescimento sem perder a essência da agência?
Implementar processos de gestão mais robustos e reforçar as lideranças. O meu papel como co-CEO é estruturar a casa para que a equipa criativa possa crescer sem perder a liberdade e a leveza que nos trouxeram até aqui. E assim também dou mais espaço ao Rodrigo para encontrar novos talentos.
Como é que a Make It vai usar esta expansão para se tornar uma referência de marca em toda a Península Ibérica?
Entregando resultados de excelência que deem nas vistas no mercado espanhol. O sucesso em Madrid vai rebatizar a nossa marca em Portugal, posicionando a Make It não apenas como uma agência local, mas como um parceiro estratégico ibérico de pleno direito.














