Quanto vale o Marketing?

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28/04/2026
20:02
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Opinião de Lídia Amorim, Chief Marketing Officer na Chaviarte

Quanto vale, verdadeiramente, o Marketing na sua empresa? Não em teoria. Não no budget anual.
Falo do impacto direto que tem nos resultados no final de cada mês.
Antes das contas anuais, antes dos relatórios bonitos, responda a isto com honestidade: quanto do que a sua empresa fatura hoje existe por causa do Marketing?
Parece uma pergunta quase holística, daquelas que vemos no feed do Instagram sobre Sucesso, Empreendedorismo, life-work-balance, the real meaning of life… mais um pouco e estamos a dissecar sobre a Viagem do Elefante de José Saramago.

Mas não é.
É uma pergunta sobre negócios.

E, em 2026, continua a existir um paradoxo difícil de ignorar: temos organizações inteiras a operar “sem Marketing” — e, ao mesmo tempo, pequenos
empreendedores a viver dele todos os dias.

Porquê este desfasamento?
Porque o Marketing continua a ser tratado como custo… por quem nunca percebeu o seu valor.
A equação real não está nos dashboards. Está na mentalidade: Custo vs. Perceção de Valor × Objetivo ≠ Resultado Real
Empresas maiores continuam a fragmentar o Marketing em departamentos, canais, campanhas isoladas.
Cada equipa otimiza o seu KPI. Cada canal vive na sua bolha. Cada ação tem um objetivo… que raramente conversa com o todo.
E depois questionam-se porque os resultados não aparecem.
Do outro lado, pequenos empreendedores — sem budgets milionários, sem equipas extensas — fazem algo que muitas organizações desaprenderam:
Tratam o Marketing como um sistema vivo.
Conteúdo com intenção.
Proximidade real com o cliente.
Feedback imediato.
Capacidade de adaptação quase diária.
Não chamam “estratégia omnicanal”.
Mas executam-na melhor do que muitos departamentos estruturados.

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A minha visão é clara — e pode não ser confortável: Marketing não é um conjunto de ações.
É uma função de gestão.
Gestão de Marketing não é publicar conteúdos, lançar campanhas ou gerir redes sociais.
É alinhar pessoas, decisões e objetivos com impacto direto no negócio.
É garantir que Marketing, Vendas e Operações falam a mesma língua.
Que Employer Branding não é um tema à parte.
Que a experiência do cliente não começa numa campanha — começa na cultura da empresa.
E, acima de tudo, é assumir responsabilidade pelos resultados.
Porque enquanto o Marketing continuar a ser visto como um “apoio” ao negócio, continuará a ser o primeiro a ser cortado.
Mas quando é assumido como parte do negócio, deixa de ser um custo.
Passa a ser o motor.
E a verdadeira questão deixa de ser “quanto custa o Marketing?”
Passa a ser: quanto custa não o ter




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