Esquecer datas, perder chaves ou não se recordar do que se comeu no dia anterior é algo que acontece a todos. Embora muitas vezes seja interpretado como distração ou desorganização, a psicologia sugere que estes lapsos podem ter uma explicação positiva.
De acordo com estudos sobre o chamado “valor do esquecimento”, o cérebro não está concebido para guardar todos os detalhes do dia a dia. Pelo contrário, cria um filtro que elimina informações consideradas menos relevantes, poupando energia mental e facilitando a tomada de decisões importantes. Esquecer torna-se, assim, uma forma natural de otimizar a atenção.
Em muitas situações, os esquecimentos frequentes indicam uma mente ativa e estimulada. Isto não significa necessariamente maior inteligência, mas revela um cérebro que funciona de forma ágil, privilegiando o que realmente importa. Ao reter apenas o essencial, é possível focar melhor em decisões e tarefas complexas.
Um dos hábitos que mais prejudica a memória é a multitarefa. Tentar realizar várias tarefas ao mesmo tempo fragmenta a atenção e consome muita energia cognitiva, dificultando a fixação de informação e aumentando os lapsos. Notificações constantes, distrações digitais e tarefas paralelas contribuem para que o cérebro retenha menos detalhes do que seria desejável.
Embora o esquecimento ocasional seja normal, deve preocupar quando interfere significativamente na vida diária. Condições como hipertensão, diabetes, depressão, perda auditiva ou obesidade podem aumentar a frequência de lapsos de memória.
Por outro lado, hábitos saudáveis ajudam a proteger a memória: praticar exercício regularmente, dormir o suficiente e manter uma alimentação equilibrada são fundamentais para o bom funcionamento cognitivo.














