A relação entre consumidores e marcas revela-se cada vez mais complexa, combinando emoção, confiança e critérios racionais, segundo o mais recente estudo da ConsumerChoice sobre a Relação dos Consumidores com as Marcas.
O estudo indica que 93% dos portugueses admitem que a emoção influencia, pelo menos em algum grau, a sua decisão de compra. Para 21%, esta influência é elevada, enquanto 45% considera-a moderada, mostrando que a emoção desempenha um papel relevante, sobretudo nas escolhas do dia a dia.
No entanto, quando se trata de produtos de maior investimento, como Tecnologia e Eletrónica ou Mobiliário e Decoração, os consumidores adoptam uma abordagem mais racional. Nestes casos, o preço (64%) e a qualidade funcional (46%) são os principais fatores de decisão, enquanto a ligação emocional surge como critério principal apenas para 19% dos inquiridos.
O estudo revela ainda que 40% dos consumidores preferem uma combinação equilibrada entre preço, qualidade e ligação emocional, demonstrando uma relação multifacetada com as marcas, dependente do contexto e da categoria de produto.
Em termos de comunicação, campanhas promocionais focadas no preço continuam a ser as mais eficazes (59%), seguidas por campanhas baseadas em valores como sustentabilidade e propósito (34%), storytelling ou apelo emocional (30%) e humor (27%). O recurso a figuras públicas ou influenciadores tem impacto residual (7%).
As categorias onde a ligação emocional é mais relevante incluem Alimentação e Bebidas, Vestuário e Calçado e Produtos de Higiene e Cosmética, setores em que os portugueses desenvolvem relações duradouras, baseadas na confiança, no hábito e na identificação com as marcas. A consistência da comunicação e a perceção de fiabilidade são apontadas como pilares fundamentais para gerar proximidade com os consumidores.
Apesar de uma forte ligação emocional, a fidelização não é absoluta: a maioria dos inquiridos admite mudar de marca perante diferenças significativas de preço ou vantagens claras da concorrência. Apenas uma minoria afirma estar sempre disposta a pagar mais por uma marca com a qual mantém uma relação afetiva.
O estudo da ConsumerChoice foi realizado com 851 portugueses, distribuídos por diferentes regiões do país, com idades maioritariamente acima dos 44 anos, e um equilíbrio quase igual entre sexos.














