A rivalidade entre Sam Altman, CEO da OpenAI, e Mark Zuckerberg, líder da Meta, acirrou-se ainda mais com uma crítica velada de Altman à famosa defesa de Zuckerberg da “energia masculina” no ambiente corporativo. A troca de farpas, embora subtil, reflete a crescente competição entre as duas gigantes tecnológicas, particularmente no que diz respeito à batalha pela liderança na área de inteligência artificial (IA) e pela atração de talentos.
Num memorando interno enviado aos seus colaboradores e citado pelo business insider, Altman aproveitou para criticar a influência de tendências passageiras no mundo corporativo, sem mencionar diretamente Zuckerberg, mas fazendo uma clara alusão às declarações do CEO da Meta. “A OpenAI não se deixou influenciar por modismos”, disse Altman, indicando que a empresa está focada em uma visão mais profunda e autêntica da inovação, sem ceder a pressões externas. A sua crítica parece ser uma resposta indireta às declarações de Zuckerberg, que no início de 2025, durante uma entrevista no podcast “The Joe Rogan Experience”, defendeu a volta à chamada “energia masculina” no mundo dos negócios.
Zuckerberg argumentou que a sociedade atual se afastou demasiado da agressividade associada à masculinidade no ambiente corporativo, uma característica que, segundo ele, deveria ser celebrada. De acordo com Zuckerberg, a tentativa de tornar as empresas mais inclusivas e acolhedoras pode ser positiva, mas acredita que a mudança foi longe demais, ao ponto de se desvalorizar aspectos que, na sua opinião, são essenciais para o sucesso empresarial, como a assertividade e a agressividade.
Em contraste, Altman, que se apresenta como defensor de uma abordagem mais equilibrada, parece distanciar-se dessa visão. No seu memorando, afirmou que a OpenAI evita cair em modismos, focando-se na inovação genuína e no verdadeiro espírito empreendedor, sem abraçar “modas” ou rótulos que possam desvirtuar o verdadeiro sentido de liderança no setor tecnológico.














