A embalagem deixou de ser um elemento meramente funcional para assumir um papel central na estratégia das marcas de cosmética. Num mercado altamente competitivo, fatores como sustentabilidade, conveniência e identidade visual tornaram-se decisivos na diferenciação e na fidelização dos consumidores.
A pandemia acelerou esta mudança, reforçando a importância da higiene e da segurança, ao mesmo tempo que cresceu a preocupação com o impacto ambiental. Hoje, a sustentabilidade é cada vez mais vista como uma expectativa básica, embora a sua aplicação varie entre mercados, condicionada por infraestruturas e hábitos de consumo.
Os sistemas de recarga são apontados como uma solução-chave para reduzir o desperdício, mas continuam a enfrentar resistências relacionadas com conveniência, higiene e acessibilidade. Na prática, a reciclagem mantém-se mais comum do que a reutilização, apesar do interesse declarado dos consumidores por alternativas mais sustentáveis.
Em termos de materiais, o plástico continua dominante, mas há uma diversificação crescente. O vidro mantém uma forte associação ao segmento premium, enquanto o alumínio e materiais de nova geração ganham espaço pela durabilidade e potencial de reutilização. Ainda assim, a funcionalidade continua a ser o principal critério de escolha para muitos consumidores.
Num setor saturado, o design da embalagem tornou-se um fator-chave de diferenciação. Para além do impacto visual, cresce a aposta no storytelling, na personalização e na ligação emocional, especialmente junto dos públicos mais jovens.
No segmento de luxo, a embalagem permanece essencial para justificar o posicionamento premium, com foco em materiais nobres, autenticidade e edições limitadas. À medida que o setor evolui, a embalagem afirma-se como um dos principais motores de inovação e competitividade na indústria da beleza.














