A forma como as empresas definem os preços está a passar por uma transformação. Marketeers têm agora a oportunidade de mover a estratégia de preços para além de uma abordagem tradicionalmente orientada pela finança, centrada em descontos e elasticidade, e explorá-la como uma ferramenta de inovação e criação de valor junto dos consumidores. A análise é de Ellen Hammett, especialista em estratégias de preços, num artigo publicado na marketingweek.
Segundo Hammett, a história dos preços revela que muitas das práticas atuais têm raízes profundas. Os modelos dinâmicos de ajuste de preços, como os utilizados por plataformas digitais tipo Uber, são a versão moderna de antigos comerciantes que negociavam preços e quantidades de forma flexível e personalizada. Já o conceito de subscrição, hoje comum em serviços digitais, remonta ao século XVII, com a publicação The Guide into Tongues de Minsheu.
Para 2026, os especialistas destacam a necessidade de estratégias que combinem tecnologia, análise de dados e comportamento do consumidor, criando experiências de preço que transmitam valor, confiança e antecipação. Isto pode incluir ofertas personalizadas, modelos de subscrição inteligentes ou preços baseados em impacto e sustentabilidade.
“A oportunidade está em passar de uma lógica reativa de descontos para uma lógica proativa de experiência de valor. O preço deixa de ser apenas uma transação e transforma-se numa forma de comunicação com o cliente, reforçando a marca e a sua proposta de valor”, afirma Ellen Hammett no seu artigo sobre inovação em preços.
À medida que os consumidores se tornam mais exigentes e a concorrência se intensifica, 2026 promete ser um ano decisivo em que a inovação em preços poderá diferenciar empresas de forma significativa.














