Várias mulheres estão a denunciar a existência de um aumento expressivo de visibilidade no LinkedIn depois de alterarem os seus perfis para aparentarem ser homens, numa tendência revelada por experiências informais partilhadas na própria plataforma.
Mudar o nome para uma versão masculina, trocar pronomes ou reformular textos com uma linguagem mais agressiva e orientada para resultados, tem assim permitido a várias utilizadoras aumentar o alcance das suas publicações. Simone Bonnett, consultora de redes sociais, afirma mesmo que as visualizações do seu perfil cresceram cerca de 1.600% depois de ter passado a utilizar um nome masculino, aponta o The Guardian.
Já Megan Cornish, que trabalha em comunicação estratégica, relatou um aumento superior a 400% no alcance dos seus conteúdos depois de ter recorrido a inteligência artificial para reescrever os seus textos num tom mais assertivo e tradicionalmente associado a lideranças masculinas.
Apesar destes testemunhos, o LinkedIn nega que o género, a idade ou a raça sejam utilizados como critérios diretos para determinar a visibilidade de conteúdos. Segundo a empresa, o seu algoritmo privilegia sinais como relevância, interações e qualidade das publicações, garantindo que realiza verificações regulares para detetar eventuais disparidades.














