A inteligência artificial (IA) tem-se destacado como uma das tecnologias mais revolucionárias da atualidade, transformando setores como a saúde, os transportes e a comunicação. Contudo, o crescimento acelerado desta tecnologia traz consigo um custo ambiental significativo, muitas vezes ignorado pelo público em geral.
Especialistas ouvidos pela merca20 alertam que “os centros de dados, fundamentais para o funcionamento de sistemas como ChatGPT, Gemini ou Claude, consomem enormes quantidades de energia e água”. De acordo com eles, “estima-se que treinar um único modelo avançado de IA possa gerar milhares de toneladas de dióxido de carbono, equivalentes às emissões de centenas de voos transatlânticos”.
Gigantes tecnológicos como Microsoft, Google e Amazon estão a investir mil milhões na construção de novos centros de dados, muitos em regiões com escassez de água ou acesso limitado a energia. Apesar de muitas destas empresas afirmarem utilizar energia renovável, a pegada real varia bastante consoante o local e a estação do ano, alertam.
Algumas soluções já começam a surgir.
A utilização de energia solar, eólica e geotérmica, o treino de modelos mais pequenos e eficientes, e a execução de IA diretamente em telemóveis ou computadores pessoais são algumas das estratégias em análise.
A nível regulatório, a União Europeia tem vindo a implementar medidas de transparência ambiental para sistemas de IA de alto risco, enquanto nos Estados Unidos alguns estados ponderam limitar o uso de água em zonas críticas. No plano internacional, debates sobre impostos de carbono e limites de treino de modelos de IA começam a ganhar destaque.














