O Sublime instalou-se na Comporta e por lá tem vindo a ganhar raízes e a estender ramos. Começou com o seu espaço único na hotelaria naquele destino, pela simplicidade no luxo, a que acrescentou marcas de restauração e uma mão cheia de produtos, para melhor servir quem lá está e quem lá vai.
Por M.ª João Vieira Pinto
Um deles é o Sublime Comporta Beach Club, bem à entrada da praia do Carvalhal. Confesso que quando o antigo restaurante fechou portas para dar lugar a este novo espaço, fiquei com dor de alma. Porque aquela como que em jeito de “tasca” caseira era local onde ia e voltava, com a certeza de que o que chegava à mesa trazia, lá está, tempero de casa. Todos os anos, repetia. E quase invariavelmente pedia a mesma coisa…
Bem, mas a mudança chegou e depois do primeiro amargo de boca, aceitei e fui experimentar o que por ali se passou a fazer. E o que percebi foi que, pelo menos o peixe, era tratado com o respeito que o nosso pescado merece.
Voltei lá para um final de dia e agora regressei para um almoço ligeiro. Sem combinação prévia, nem agendamento para trabalho. Um almoço sem preconceitos e de partilha, até porque havia que seguir caminho.
A oferta gastronómica inclui pratos frescos e inovadores que realçam os sabores da costa portuguesa com um toque contemporâneo, dizem-nos. Então, houve que os pedir. A começar por umas belíssimas e fresquíssimas ostras que nos remeteram em jeito de mergulho directo para o mar mesmo em frente. Sim, que o Sublime Comporta Beach Club está literalmente sentado na areia, com um design que releva a harmonia com a natureza, utilizando materiais orgânicos e linhas minimalistas, numa assinatura de Rita Andringa.
Mas voltando à experiência. Ainda em jeito de sabor a mar, continuamos com um ceviche de peixe do dia cuja assinatura só pode ser “muito bem confeccionado”. Da nossa parte, de resto, não sobrou quadrado de peixe para contar a história!
Por ali há camarão tigre grelhado, carabineiros grelhados ou fritos ao alho, lagosta cozida ou grelhada, lavagante ou gamba da costa. Há paellas, várias, e há carnes também, entre tártaro de novilho com batata frita caseira, entrecôte grelhado, costeleta maturada de novilho, tornedó de novilho à portuguesa e secretos de porco preto.
Nós, em jeito de aconchego, derivámos para o cachorro de lavagante… que acompanhámos com a bela da batata frita e que nos soube como final maior. Dois cafés e seguimos felizes!
Ah, a carta de bebidas inclui cocktails e uma bela selecção de vinhos, havendo sempre a opção a copo.














