A indústria automóvel está a passar por uma transformação profunda, impulsionada pela eletrificação, automatização, alterações na procura regional e conflitos comerciais. Segundo dados da Statista, em 2026 prevê-se a venda de 80 milhões de veículos ligeiros no mundo, com a Ásia-Pacífico a liderar, seguida da América do Norte e Europa Ocidental.
China destaca-se como a principal potência do sector. Nos últimos anos, consolidou um ecossistema completo de produção e inovação em veículos elétricos (EVs), com mais de 31 milhões em circulação em 2024. Controla mais de 50% do mercado global de EVs e continua a expandir rapidamente a sua infraestrutura de carregamento.
Estados Unidos mantém força com marcas como Tesla, que lidera em valor de mercado e tecnologia de condução autónoma. No entanto, a adoção de EVs é mais lenta, devido a desafios como a infraestrutura limitada e custos elevados.
Europa aposta na transição verde, com marcas como Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz a liderarem em inovação. Contudo, enfrenta crescimento mais moderado e resistência dos consumidores a preços altos e funções digitais pagas.
Os tarifários comerciais entre China, EUA e UE estão a moldar o mercado, tentando proteger indústrias locais, mas também podendo encarecer os veículos elétricos.
Enquanto os EVs crescem, os híbridos continuam relevantes, especialmente em regiões com infraestruturas limitadas ou onde há preocupação com a autonomia.
Em termos de inovação, China, Alemanha e EUA lideram em áreas como inteligência artificial, software automóvel e cibersegurança.
A China deverá dominar a indústria automóvel em 2026, tanto em volume como em tecnologia. Os EUA e a Europa manterão papéis relevantes, mas terão de acelerar a inovação e adaptação para não perder competitividade num sector cada vez mais digital, verde e globalizado.














