Quando uma selfie vale 10 mil euros: a história da multa mais cara do Instagram

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Marketeer
19/09/2025
15:40
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A “Invisible House”, localizada em Joshua Tree, na Califórnia, é conhecida tanto pela sua arquitetura espelhada e estética minimalista como pelas celebridades que por lá passam. A casa, que parece desaparecer na paisagem desértica, já serviu de cenário a produções de marcas de luxo e foi destaque na série da Netflix World’s Most Amazing Vacation Rentals. No entanto, o que era para ser uma simples estadia transformou-se num caso viral e num custo inesperado de cerca de 10 mil dólares (aproximadamente 9.300 euros).

O protagonista da história é o criador de conteúdos e agente desportivo Sean Davis, que alugou a propriedade através da plataforma Airbnb. Durante a estadia, uma fotografia tirada na casa de banho acabou por ser considerada uma violação dos termos do aluguer. A publicação foi amplamente divulgada online, e a gestão da propriedade interpretou-a como uso comercial não autorizado.

Davis alegou que a fotografia não foi planeada como parte de uma campanha, que não foi utilizado qualquer equipamento profissional, e que o conteúdo era informal. No entanto, os responsáveis da casa não concordaram. Segundo estes, o problema não esteve na selfie isolada, mas sim numa série de publicações com marcas associadas, o que, segundo os termos do contrato assinado, constitui atividade comercial.

A “Invisible House” é frequentemente utilizada como cenário para sessões fotográficas de alta produção, com marcas como Hermès, BMW e Vogue a ocuparem o espaço mediante pagamento de taxas específicas. O aluguer para fins comerciais começa nos cerca de 930 euros por hora, acrescendo licenças, gestão de local e direitos de imagem.

Os donos do imóvel lembram que a casa está sujeita a regras rigorosas e que o contrato previa aprovação prévia e pagamento de taxas para qualquer conteúdo promocional produzido no local. Apesar das críticas de Davis, a opinião pública parece inclinar-se a favor dos proprietários, salientando a importância de ler os contratos com atenção, sobretudo quando se trata de propriedades conhecidas por acolher produções comerciais.

 




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