“Rock in Rio é entretenimento e celebração; a Liga Portugal procura isso através do futebol”, Luís Soares, diretor de Marketing do RIR Lisboa

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Sandra M. Pinto
28/01/2026
09:45
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Sandra M. Pinto
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O Rock in Rio Lisboa é muito mais do que um festival de música; é um espaço de celebração, emoção e experiências memoráveis que une pessoas de todas as idades e interesses. Para a edição de 2026, o festival reforça este posicionamento ao anunciar uma parceria inédita com a Liga Portugal, ligando duas paixões nacionais: música e futebol.

Por Sandra M. Pinto

Conversámos com Luís Soares, diretor de Marketing do Rock in Rio Lisboa, para perceber como esta colaboração se alinha com a visão da marca, como promete criar experiências únicas para os fãs e de que forma vai transformar a Cidade do Rock num palco de celebração que vai muito além da música.

De que forma a parceria com a Liga Portugal se alinha com a estratégia de marca do Rock in Rio Lisboa?
Desde a primeira edição que acreditamos que o nosso papel no Rock in Rio Lisboa é criar experiências que juntam pessoas e celebram emoções coletivas. A música foi o nosso ponto de partida, mas nunca foi o nosso limite. O futebol fala exatamente a mesma linguagem: une, mobiliza, cria memórias partilhadas e provoca emoções reais. 2026 será particularmente especial! Para além da maior e mais ambiciosa edição de sempre do Rock in Rio Lisboa, teremos também o Campeonato Mundial de Futebol. Neste ano marcado por muita festa, muita música e muito futebol esta parceria com a Liga Portugal não podia fazer mais sentido. O Rock in Rio é entretenimento, celebração e experiência, e a Liga Portugal procura exatamente
isso através do futebol. Quando duas marcas falam a mesma linguagem emocional, a ligação acontece de forma natural e relevante, prolongando a nossa presença muito para lá dos dias de festival.

Como é que esta colaboração contribui para reforçar a identidade do Rock in Rio enquanto marca inovadora e experiencial?
Esta parceria reforça o Rock in Rio Lisboa enquanto plataforma de experiências que liga pessoas através de grandes momentos, mantendo a música como linguagem universal dessa ligação. Ao cruzarmo-nos com o futebol, criamos pontos de contacto baseados na partilha, na celebração e no sentimento de pertença. Para nós, inovação não é tecnologia, mas sim contexto. É levar a energia do Rock in Rio para momentos que já são emocionalmente relevantes na vida das pessoas e torná-los ainda mais memoráveis, de forma autêntica, coerente e com propósito.

Que critérios consideraram ao escolher a Liga Portugal como parceiro para este tipo de ativação?
Mais do que uma escolha, esta parceria resulta do encontro natural entre duas marcas que se complementam. A Liga Portugal tem uma relevância cultural transversal e uma presença diária na vida dos portugueses, muito para lá da competição, tal como o Rock in Rio Lisboa vai muito além de um festival. Partilhamos a mesma visão: sermos grandes agregadores, capazes de unir públicos diversos e de atuar para lá dos territórios onde tradicionalmente operamos. Não são duas marcas a juntar-se, mas sim duas visões que se reconhecem.

Como planeiam transformar o conceito de “música e futebol” em experiências memoráveis para os fãs?
Esse caminho já começou com a confirmação do Carlão durante a Final da Allianz CUP e com a atuação do pequeno DJ Diego Gonzalez, que deram um primeiro vislumbre do que estamos a construir. O Rock in Rio Lisboa acontece durante o Campeonato do Mundo e a magia do futebol vai sentir-se em todos os detalhes: ativações pensadas ao pormenor, conteúdos dedicados e até uma arena de futebol criada para viver essa emoção. Na última edição, transmitimos um jogo da seleção durante um dos dias do festival, e esta edição vai voltar a acontecer. Em junho, a Cidade do Rock vai sentir o ritmo da música e do futebol, onde ninguém vai precisar de escolher entre paixões.

Que estratégias de marketing experiencial vão ser usadas para integrar os jogos da Final Four com a atmosfera do Rock in Rio?
A integração será feita de forma natural e alinhada com o ADN do Rock in Rio Lisboa. Não se trata de acrescentar elementos isolados, mas de trazer a magia do Rock in Rio como um layer adicional à festa do futebol da Liga. Poder anunciar um artista do festival, como o Carlão, de forma inédita numa Final da Allianz CUP é algo único em Portugal e também na história do festival. Não interferimos na festa do futebol – elevamo-la.

Que papel terá o DJ Diego Gonzalez na construção da narrativa de marca e na experiência do público?
O DJ Diego Gonzalez representa exatamente aquilo em que acreditamos enquanto marca. O Rock in Rio nasceu de um sonho e continua a ser um palco onde o futuro já está a acontecer. Com apenas 8 anos, o Diego simboliza talento, inspiração e novas gerações. A sua presença na 11.ª edição do Rock in Rio Lisboa é uma afirmação clara do nosso compromisso com a descoberta, com a curadoria e com a ideia de que todos podem sonhar alto connosco.

Que mensagens principais querem transmitir ao público com esta parceria e como vão comunicá-las?
A mensagem central é simples: celebração e união. Música e futebol são duas grandes paixões dos portugueses e fazem parte da nossa identidade cultural. O Mundial de 2026 será também um grande aquecimento para o Mundial de 2030, que terá Portugal como um dos países anfitriões. Esta será uma oportunidade de viver a magia do futebol e da música numa jornada de vários meses com a Liga que culmina em junho, entre o Rock in Rio, os Santos Populares e o Mundial. Junho será mesmo um mês de festa.

Como pretendem envolver diferentes públicos — fãs de música, fãs de futebol e famílias — nesta experiência conjunta?
Criando uma experiência inclusiva, transversal e assumidamente mainstream, no melhor sentido da palavra. O Rock in Rio Lisboa sempre foi um espaço onde diferentes gerações, gostos e estilos de vida convivem naturalmente, tal como acontece com o futebol. Conseguir juntar um público completamente diverso no mesmo espaço não é falsa modéstia, é a nossa essência, e é aí que reside a magia do festival. Somos para todos, independentemente da idade e dos gostos.

Que canais de comunicação e campanhas digitais vão explorar para maximizar o impacto da parceria?
Vamos apostar numa estratégia integrada que combina canais digitais, redes sociais, conteúdos audiovisuais, comunicados de imprensa e marketing de influência, sempre com foco na criação de conteúdo relevante para o público. Mais do que estar em todo o lado, queremos dizer algo que importa. O objetivo é contar uma história consistente, emocionalmente envolvente, com alcance nacional e projeção internacional.

De que forma esta parceria posiciona o Rock in Rio Lisboa como mais do que um festival de música?
O Rock in Rio Lisboa vive o ano inteiro! Esta parceria reforça a nossa presença contínua e a capacidade de nos cruzarmos com diferentes expressões culturais. A música continua a ser o nosso eixo central, mas a experiência vai muito além disso. É cultura, entretenimento, lifestyle e memória coletiva.

Como pretende o Rock in Rio Lisboa diferenciar-se de outros eventos que também tentam unir música e desporto?
Não seguimos tendências, criamos cultura. Tudo o que fazemos nasce de uma visão clara e de uma ligação real com o nosso público. Unir música e desporto não é só sobre juntar duas paixões, mas sim criar momentos com significado, autenticidade e impacto emocional duradouro.

Que indicadores de marketing serão usados para medir o sucesso desta parceria?
Vamos avaliar notoriedade, engagement, impacto mediático, social listening, e principalmente a forma como esta parceria é vivida e recordada. Para nós, o sucesso não se mede apenas em números. Mede-se em memória, ligação emocional e legado cultural.

Esta colaboração abre portas para novas ações de co-branding ou experiências conjuntas no futuro?
O futuro do Rock in Rio Lisboa só se constrói com parceiros que partilham a mesma visão. Esta parceria é mais um passo num caminho de longo prazo que estamos a desenhar para o festival. Sempre que houver alinhamento de valores e vontade de criar experiências relevantes, estaremos abertos a novas oportunidades. É assim que imaginamos e construímos a Cidade do Rock do futuro.




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