Numa era de trabalho híbrido e crescente valorização do bem-estar emocional nas organizações, criar relações genuínas com colegas fora do escritório é mais do que um gesto simpático, pode ser decisivo para o crescimento profissional e para o fortalecimento das equipas. No entanto, nem todos os encontros pós-laborais são eficazes. Um novo estudo internacional, publicado na Harvard Business Review, revela que o contexto e o ambiente onde essas interações ocorrem são fatores críticos para o sucesso dessas ligações.
A investigação, conduzida por académicas de três universidades norte-americanas, identificou quatro pilares essenciais que tornam um espaço propício ao desenvolvimento de laços autênticos: flexibilidade, legitimidade social, virtuosidade e diversão. Estes “espaços de acolhimento”, que vão desde clubes de leitura a aulas de culinária ou iniciativas de voluntariado – revelam-se muito mais eficazes do que eventos corporativos genéricos ou obrigatórios.
O estudo mostra ainda que estas conexões fora do contexto tradicional de trabalho não só reduzem a solidão dos líderes, como também abrem portas para promoções e reconhecimento interno. Mais do que eventos sociais, trata-se de criar experiências que reforcem a empatia, a vulnerabilidade e o espírito de equipa, ingredientes fundamentais para empresas que desejam atrair e reter talento, bem como fomentar culturas organizacionais mais humanas.














