Poucas marcas no mundo conseguem afirmar com orgulho que lideram dois universos tão distintos como o da música e o das motas. A Yamaha é uma dessas raras exceções e é precisamente essa dualidade improvável que está no centro da nova campanha internacional da marca, que celebra as suas origens e a sua extraordinária evolução. O mote? “Se vais fazê-lo, que seja o melhor.”
A campanha homenageia a visão do fundador, Torakusu Yamaha, que em 1887 construiu o primeiro órgão (instrumento musical) de fabrico japonês. Apesar das críticas iniciais, não desistiu e foi esse fracasso que o levou a percorrer 250 quilómetros até Tóquio para aprender com os melhores. Dois meses depois, criava um novo órgão, já digno de competir com os europeus. Estava lançado o embrião da Yamaha Corporation, inicialmente chamada Nippon Gakki.
Ao longo do século XX, a Yamaha consolidou-se como maior fabricante mundial de instrumentos musicais, apostando na qualidade e na inovação. Fabricou pianos, guitarras, xilofones e até sintetizadores digitais revolucionários como o DX7, que alteraram para sempre a indústria da música. A marca também se distinguiu pela ousadia: em 1959, chegou até a lançar uma linha de equipamentos de tiro com arco, com direito a medalhas olímpicas, antes de encerrar essa atividade em 2002.
Mas o verdadeiro ponto de viragem viria depois da Segunda Guerra Mundial. Com maquinaria e engenheiros preparados para a produção bélica, a empresa procurava novas frentes de negócio. Depois de estudar tendências nos EUA e na Europa, decidiu apostar nas motas. O primeiro modelo, YA-1, também conhecido como a libélula vermelha, nasceu em 1953. Em apenas dois anos, foi criada a Yamaha Motor, que viria a conquistar o mundo das corridas e do consumo, vencendo campeonatos e acelerando corações.
Desde então, a Yamaha não parou de crescer: motas para todos os segmentos, motores marítimos, jet skis e presença global com fábricas e filiais na Ásia, América e Europa. O sucesso nas pistas também cimentou o prestígio da marca, com nomes lendários como Giacomo Agostini, Valentino Rossi e Jorge Lorenzo a pilotarem motos Yamaha rumo à glória.
Apesar do sucesso no setor automóvel, a Yamaha nunca esqueceu as suas origens. O logótipo com três diapasons cruzados é um lembrete simbólico: a música está no seu ADN. Com uma presença sólida tanto no mercado profissional como no consumidor final, a empresa é hoje líder global em instrumentos musicais e continua a investir fortemente em tecnologia e inovação, detendo marcas prestigiadas como Steinberg e Bösendorfer.
A nova campanha da Yamaha não é apenas uma retrospectiva: é um manifesto sobre a coragem de reinventar-se sem perder a alma e o ADN que a fez nascer.














