Beber água da torneira é um gesto simples e automático para muitos europeus, mas nem sempre é uma opção segura — sobretudo para quem viaja. Embora a recomendação para evitar o consumo direto da água da rede pública seja comum em destinos na África, Ásia ou Médio Oriente, também existem riscos na Europa.
De acordo com o site alemão Inside-Digital, a água da torneira pode estar contaminada com bactérias, vírus, parasitas ou outros poluentes que causam doenças como hepatite A, cólera, tifo ou diarreia severa. E essa ameaça não se restringe a países fora do continente.
Vários destinos turísticos europeus continuam a não garantir água potável diretamente da torneira. Países como Albânia, Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Croácia, Estónia, Geórgia, Hungria, Cazaquistão, Kosovo, Lituânia, Moldávia, Montenegro, Roménia, Rússia, Sérvia, Eslováquia, Turquia e Ucrânia integram a lista de locais onde é aconselhável optar por água engarrafada.
E em Portugal?
Segundo a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), em Portugal, 98,88% da água distribuída para consumo humano é segura para consumo.
As análises à qualidade da água na torneira do consumidor são feitas a vários parâmetros físico-químicos e microbiológicos, assim como a cheiro, sabor, cor, e até radioatividade. Escolher água da torneira em detrimento da comprar engarrafada, pode até gerar uma poupança considerável por ano, como analisou a DecoProteste num artigo de março de 2024.
De acordo com a organização de defesa do consumidor, “a poupança depende do consumo”. Mas, num “consumo diário de um litro de água engarrafada por habitante e o preço médio de 14 cêntimos, o gasto anual é de 51,10 euros”. Numa família de quatro elementos, a “conta anual passa a 204,40 euros em garrafões de água”.
Como ter a certeza que o consumo é seguro?
Atualmente, o consumidor pode consultar a qualidade da água da torneira do seu município “na fatura da água emitida pela entidade gestora; no site da entidade gestora, com a informação mais recente sobre os resultados das análises da qualidade da agua, usualmente resultados trimestrais; na publicação trimestral, pela entidade gestora, em editais afixados em lugares próprios ou na imprensa regional; e no site da ERSAR, onde poderá ver os dados da qualidade de todos os municípios referentes aos anos anteriores”.














