Autosport tem um novo dono: "Adoraria voltar ao papel"

Notícias
Lídia Belourico
01/04/2025
14:30
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Lídia Belourico
01/04/2025
14:30


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O Autosport foi adquirido pela JC Edições e Publicações, Unipessoal Lda. de José Caetano, que partilha o comando do projeto novo com Nuno Mousinho Esteves. O título, com 48 anos, deixa, assim, o controlo editorial e comercial da MMG Media, Unipessoal Lda. de Pedro Corrêa Mendes.

À Marketeer, José Caetano, o novo proprietário do jornal, revela que este negócio “foi um ‘namoro’ de 4 ou 5 meses.”

O facto do empresário e jornalista ter trabalhado durante muitos anos no “Autofoco” do mesmo grupo do jornal “A Bola”, foi determinante para que este negócio se efetuasse. “Quando empresa foi comprada por um grupo suíço, senti que o projeto estava a morrer. Entrei em acordo com a empresa e saí. Tinha noção que tinha que ser rápido e, com o apoio do IEFP, fiz um projeto novo, o E-auto. 5 ou 6 meses depois de ter saído da Bola lancei o Autofoco. Agora, depois de uns meses ‘de namoro’, cheguei à conclusão que fazia todo o sentido este negócio.”

A compra do Autosport só seria possível com o Automais: “Assim como os recursos humanos que as publicações têm. E achei que fazia sentido. É preferível títulos a mais que a menos,” refere. No negócio, José Caetano não está sozinho: “Apesar de ser 100% proprietário tenho um sócio [Nuno Mousinho Esteves] que me vai dar apoio noutras áreas.”

No que diz respeito ao futuro do ícónico jornal do ramo automóvel, Caetano é cauteloso: “Não é boa ideia fazer grandes revoluções. O jornal tem quase 50 anos. É um título com nome com muitos leitores. E está a emergir uma nova legião de leitores, que surge devido ao novo impulsionamento que a Formula 1 teve, devido à série da Netflix, e à motogp, devido graças ao Miguel Oliveira. Adoraria voltar ao papel. É sinal de prestígio, mas ainda estou a pensar.”

Para já a edição digital é o que os leitores podem esperar, o papel vai acontecer mas o novo proprietário assume ainda estar a estudar todos os cenários: “Uma edição semanal, como era, não faz sentido. Gostaria que a edição em papel tivesse uma abordagem, talvez, mais para colecionadores, com mais reportagem. Com uma periodicidade única.”

A verdade é que, José CAetano, quer ver o Autospost nas bancas o mais depressa possível: “Gostaria de fazer já, uma edição especial, sobre o Rally de Portugal. Mas está muito em cima, uma vez que se realiza em maio. Mas será o mais rápido possível. Lá para o final de julho, talvez. Nesta altura há menos publicidade, mas também há mais vendas.”

Nascido em 1977, originalmente em papel e no formato de jornal, o Autosport é um dos títulos mais emblemáticos do desporto motorizado e do setor automóvel em Portugal. Atualmente, comunica com a sua fiel comunidade através do “site” autosport.pt, acompanhando de forma dedicada e permanente toda a atualidade dos desportos motorizados nacionais e internacionais, e do setor automóvel.

José Caetano tem três décadas de carreira no jornalismo, que iniciou no diário Correio da Manhã, em 1994. Depois, no currículo, duas décadas e meia de trabalho no desportivo A BOLA, incluindo na condição de chefe de redação, e 23 anos na revista Auto Foco, 12 na qualidade de diretor.

Mais recentemente, criou a editora JC Edições e Publicações, Unipessoal Lda. e iniciou o projeto E-auto, que está disponível quer em formato de revista com periodicidade mensal, quer em digital.

Nuno Mousinho Esteves, especialista em marketing desportivo, encontra-se ligado aos desportos motorizados desde 1989, apresentando um percurso como piloto em Fórmulas, Turismos e GT, além de uma carreira internacional em várias áreas do desporto e da comunicação.

Juntos, José Caetano e Nuno Mousinho Esteves assumem o desafio de honrar o legado de marca, e com uma ambição clara: fazer regressar o Autosport ao formato em papel ainda este ano, enquanto consolidam e expandem a presença do título no espaço digital — não só em Portugal, mas também junto de todos os apaixonados por motores no universo lusófono, incluindo Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste e comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Este negócio não impacta o funcionamento do E-auto. Pelo contrário, reforça-o, com o potencial de partilhas de conteúdos e sinergias agora à disposição da equipa nova. As equipas redatoriais, no imediato, mantêm-se, mas o objetivo é reforçá-las rapidamente.




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