Sustentabilidade pesa nas decisões de consumo, mas o preço ainda é o principal entrave

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Marketeer
04/06/2025
17:10
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A conclusão é do mais recente estudo da Escolha do Consumidor, sistema de avaliação de marcas número um em Portugal, que analisou hábitos e percepções dos portugueses sobre sustentabilidade.

Segundo os dados, 51% dos inquiridos considera que a sustentabilidade é um fator importante nas suas decisões de consumo, sendo que 32% lhe atribui mesmo uma relevância muito elevada. Em sentido contrário, 13% dos participantes dá pouca importância ao tema, 3% nunca o considerou no momento da compra e 1% diz que não tem qualquer relevância nas suas escolhas.

No setor da moda, o padrão repete-se: 54% prefere comprar marcas com práticas sustentáveis desde que os preços sejam acessíveis, enquanto 29% afirma optar por essas marcas sempre que possível, independentemente do custo. Apenas 9% mostra-se indiferente ao tema e 8% diz que a sustentabilidade não é um critério relevante na escolha de roupa.

O estudo destaca ainda a percepção de que as mulheres estão mais atentas à sustentabilidade: 49% dos entrevistados acredita que as mulheres demonstram maior preocupação com o consumo sustentável do que os homens. Já 22% discorda dessa visão e 29% refere que a diferença depende do contexto.

Entre os obstáculos à adoção de hábitos de consumo mais sustentáveis, os consumidores apontam sobretudo o custo elevado (26%) e a falta de opções acessíveis (21%). Seguem-se a falta de informação (17%), ausência de incentivos governamentais (16%), falta de motivação (11%) e questões de tempo ou conveniência (8%). Há ainda quem cite razões como o uso excessivo de plástico nas embalagens (1%).

Apesar da crescente sensibilização, 40% dos inquiridos só compraria produtos sustentáveis se estes tivessem preços equivalentes aos convencionais. Por outro lado, 37% está disposto a pagar até mais 10%, 11% até mais 20% e 12% não está disponível para pagar mais.

Entre as práticas sustentáveis mais comuns no dia a dia, destacam-se a reciclagem de resíduos (23%), a redução do desperdício alimentar (22%) e a diminuição do consumo de plástico (19%). Outros hábitos incluem o uso de garrafas e sacos reutilizáveis (18%), a utilização de transportes públicos ou bicicletas (9%) e a compra de produtos a granel ou locais (8%). Práticas como a alimentação vegana são referidas por apenas 1%.

As principais fontes de informação sobre sustentabilidade, segundo os inquiridos, são as organizações ambientais (23%) e as redes sociais (22%). Também têm peso as opiniões de amigos e familiares e os websites das marcas (18% cada). Apenas 5% consulta influenciadores ou bloggers, 13% não costuma procurar este tipo de informação e 1% menciona outras fontes, como Inteligência Artificial, rótulos de produtos ou meios de comunicação tradicionais.




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