O streaming está a transformar-se no principal motor de investimento em publicidade televisiva, à medida que vai substituindo progressivamente a televisão linear. Esta mudança de paradigma não se limita ao consumo de conteúdos; está a alterar também as estratégias de marketing, os formatos publicitários disponíveis e a forma como o sucesso das campanhas é medido num ambiente cada vez mais fragmentado.
A publicidade em streaming oferece uma combinação única de escala e precisão, permitindo às marcas alcançar grandes audiências com um elevado nível de segmentação. Formatos inovadores como os anúncios compráveis ou interativos têm vindo a demonstrar eficácia em gerar ações diretas, tornando-se cada vez mais relevantes na fase final do funil de conversão. Paralelamente, o contexto ganha um papel central, sobretudo na televisão conectada (CTV), onde métodos de segmentação contextual, potenciados por inteligência artificial, permitem uma personalização mais eficaz da mensagem publicitária.
Apesar das oportunidades, a fragmentação entre plataformas continua a representar um desafio para as marcas, que operam frequentemente em silos de dados e métricas pouco comparáveis. No entanto, os avanços tecnológicos e o desenvolvimento de padrões de medição mais robustos estão a contribuir para ultrapassar essas barreiras e oferecer uma visão mais clara e acionável do desempenho das campanhas.
A crescente migração de audiências para os serviços de streaming, o declínio da televisão tradicional e o aumento dos lares que prescindem da TV por cabo evidenciam uma mudança estrutural no consumo de media. Perante esta realidade, as marcas estão a reavaliar os seus investimentos e a reforçar a sua presença em canais OTT e CTV, onde a flexibilidade criativa, a inovação nos formatos e as capacidades avançadas de targeting oferecem vantagens claras face aos meios tradicionais.














