Stephen King, o incontestado mestre do terror literário, surpreendeu recentemente ao partilhar nas redes sociais o seu top 10 de filmes preferidos de sempre e curiosamente, nenhum deles é uma adaptação das suas próprias obras.
Na publicação feita na plataforma X (antigo Twitter), King fez questão de excluir adaptações como Misery, The Shawshank Redemption (Os Condenados de Shawshank), The Green Mile (À Espera de um Milagre) e Stand By Me, todas amplamente elogiadas tanto por críticos como por fãs. Também deixou de fora The Shining (Shining), filme que há muito renega por divergências criativas com Stanley Kubrick.
A lista de King revela um gosto ecléctico e sofisticado, que vai muito além dos clichés do terror. Os dez filmes escolhidos atravessam várias décadas e géneros, com uma clara inclinação para obras com personagens complexas, narrativas intensas e atmosferas memoráveis. Os filmes selecionados — apresentados sem ordem específica — são:
Sorcerer (1977)
The Godfather Part II (1974)
The Getaway (1972)
Groundhog Day (1993)
Casablanca (1942)
The Treasure of the Sierra Madre (1948)
Jaws (1975)
Mean Streets (1973)
Close Encounters of the Third Kind (1977)
Double Indemnity (1944)
Da comédia existencialista Groundhog Day à intensidade noir de Double Indemnity e Casablanca, passando pelo suspense tropical de Sorcerer, a seleção de King traça um percurso pelos filmes que o marcaram enquanto espectador e, possivelmente, enquanto criador.
É particularmente notória a presença de filmes da década de 1970, como The Godfather Part II, Mean Streets, Jaws e Close Encounters of the Third Kind, um período que coincidiu com os primeiros passos de King enquanto escritor publicado. Essa coincidência temporal sugere que muitos dos seus gostos cinematográficos se formaram em paralelo com o desenvolvimento da sua própria voz literária.
Vários dos filmes escolhidos têm origem em romances — The Getaway, Jaws, Sorcerer e Double Indemnity — o que reflete a contínua ligação de King ao universo literário, mesmo quando aprecia cinema. A inclusão de Sorcerer, um fracasso comercial na altura da estreia que viria mais tarde a tornar-se um filme de culto, demonstra uma simpatia por obras menos consensuais, com forte carga atmosférica e densidade temática , muito ao estilo do próprio autor.














