“Sinners” é o filme do ano e Michael B. Jordan vence Melhor Ator nos Actor Awards

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Marketeer com Lusa
02/03/2026
09:31
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02/03/2026
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“Sinners” foi o grande vencedor da 32.ª edição dos Actor Awards, anteriormente conhecidos como SAG Awards, que foram entregues esta madrugada em Los Angeles e contrariaram o favoritismo de “Batalha Atrás de Batalha”, a caminho dos Óscares.

“Este projeto é abençoado e, desse ponto de vista, todos nós fomos abençoados por fazer parte desta viagem criada pelo génio Ryan Coogler”, disse o ator Delroy Lindo, que interpreta Delta Slim em “Sinners” e fez o discurso de aceitação do prémio em nome de todo o elenco.



“Todos os dias trouxemos os nossos corações, as nossas almas e os nossos espíritos para esta empreitada”, disse o ator veterano, que aos 73 anos conseguiu a primeira nomeação para os Óscares pelo seu papel em “Sinners”. “Do fundo do nosso coração, obrigado por tudo.”

O ator também agradeceu à responsável da Warner Bros., Suzanne Fritz, por ter acreditado no projeto desde o início.

Outra surpresa da noite foi a vitória de Michael B. Jordan como Melhor Ator, depois de uma temporada de prémios em que Timothée Chalamet venceu quase tudo pelo seu papel em “Marty Supreme”.

“Nem sei por onde começar, não estava nada à espera disto”, disse o ator ao receber a estatueta, visivelmente surpreendido. “Obrigado, Ryan Coogler, por me teres dado a oportunidade de mostrar o que consigo fazer”, disse Jordan ao realizador de “Sinners”.

O ator lembrou os tempos em que era um artista aspirante e sonhava ser membro do Sindicato dos Atores – Screen Actors Guild –, agradecendo à mãe por todo o esforço que fez a levá-lo a audições “mesmo quando não havia dinheiro para a gasolina”.

Também elogiou o elenco de “Sinners” e a apreciação dos atores do sindicato que votaram e estiveram na gala. “Obrigado por me deixarem fazer o meu melhor trabalho. Sinto o amor e o apoio que sempre me deram”.

A vitória do filme foi surpreendente porque “Batalha Atrás de Batalha” é considerado o favorito da temporada, depois de vencer os mais importantes prémios do ano. Onde esse favoritismo se refletiu esta noite foi na vitória de Sean Penn pelo papel de Coronel Stephen J. Lockjaw, apesar de Stellan Skarsgård, de “Valor Sentimental”, ter vencido noutras cerimónias. Aqui, nem estava nomeado.

Nos prémios femininos, nenhuma surpresa: Amy Madigan venceu Melhor Atriz Secundária pelo celebrado papel de Aunt Gladys e Jessie Buckley foi Melhor Atriz por interpretar Agnes Shakespeare em “Hamnet”.

“Fui completamente transformada pelas pessoas desta sala e não só”, afirmou Buckley, ao aceitar o prémio. “Que forma maravilhosa de viver”, disse, agradecendo à atriz Emily Watson, com a qual contracena em “Hamnet”. “O melhor conselho que me deste foi voltar sempre à essência de ser simplesmente humana”, contou.

Na televisão, um dos momentos mais aplaudidos da noite foi quando Catherine O’Hara recebeu o prémio póstumo de Melhor Atriz em comédia pelo papel em “The Studio”, série que também deu a Seth Rogen a estatueta de Melhor Ator e foi considerada a melhor na categoria.

No drama, vitória para “The Pitt” e para Noah Wyle como Melhor Ator, com Keri Russell a levar a estatueta de Melhor Atriz por “A Diplomata”. Michelle Williams saiu vencedora pela minissérie “Dying for Sex” e o jovem Owen Cooper ganhou por “Adolescência”.

A meio da gala, o presidente do Sindicato dos Atores, Sean Astin, fez uma intervenção para apelar à unidade e oferecer “uma sincera oração pela paz”, depois da intervenção militar dos Estados Unidos no Irão. O mesmo tinha acontecido na noite de sábado, durante os Prémios da Associação de Produtores (PGA Awards), quando a CEO Susan Sprung fez um comentário semelhante.

Os Actor Awards são entregues a atores pelos outros atores e muitas vezes premeiam papéis e filmes que não vencem noutras galas. A 32.ª edição dos prémios aconteceu no Shrine Auditorium, em Los Angeles.

 

ARYG // CAD

Lusa




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