Sete tendências de IA para 2026, segundo a Microsoft

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Marketeer
16/01/2026
13:00
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Depois de vários anos de experimentação e adoção gradual, 2026 deverá marcar um ponto de viragem decisivo na evolução da inteligência artificial (IA), assumindo o papel de verdadeira parceira das pessoas e das organizações, com impacto direto na forma como se trabalha, investiga, cria e toma decisões.

A evolução da IA já é visível em múltiplos setores estratégicos, desde a saúde, onde contribui para reduzir desigualdades no acesso a cuidados, à investigação científica, acelerando descobertas que antes exigiam anos e à computação quântica, abrindo caminhos considerados inalcançáveis até há pouco tempo.

Neste contexto, a Microsoft identificou sete grandes tendências que deverão moldar o panorama da IA em 2026:

1. Colaboração humano-IA

Se nos últimos anos o foco da IA estava em responder a perguntas e resolver problemas, a próxima fase será sobre colaboração real, aponta a Microsoft que antevê que os agentes de IA se vão tornar colegas digitais, ajudando equipas pequenas a alcançar resultados globais com rapidez, desde análise de dados à geração de conteúdos e personalização, enquanto os humanos lideram a área de estratégia e criatividade. Neste contexto, “as organizações que apostarem na IA e formarem os seus colaboradores para trabalharem com esta ferramenta, conseguirão obter vantagens competitivas, ajudando as equipas a enfrentarem desafios criativos e a entregarem melhores resultados e de forma mais eficiente. O futuro não passa por substituir pessoas, mas sim por amplificá-las através das ferramentas tecnológicas”.

2. Segurança integrada para agentes de IA

Com a afirmação da IA, a confiança será um fator cada vez mais essencial, numa altura em que cada agente terá identidade própria, acesso limitado às informações e aos sistemas, bem como proteção contra ameaças. “A segurança será autónoma e incorporada, garantindo que os agentes não se transformam em ‘double agents’ e não representam riscos para as organizações”, aponta a Microsoft.

3. IA para reduzir desigualdades na saúde

No setor da saúde, a IA vai evoluir para além do diagnóstico, apoiando noutras áreas como a triagem de sintomas e o planeamento de tratamentos. Com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a prever uma escassez global de cerca de 11 milhões de profissionais de saúde até 2030 – o que poderá deixar 4,5 mil milhões de pessoas sem acesso a serviços de saúde essenciais – soluções e ferramentas de IA generativa vão ajudar a “democratizar o acesso a cuidados, dando às pessoas maior poder sobre a sua saúde e bem-estar”.

4. IA como assistente de investigação

Em 2026, “a IA deixará de ser apenas uma ferramenta para se tornar um parceiro ativo no processo científico: será capaz de gerar hipóteses, sugerir experiências e executar partes delas, acelerando descobertas em áreas como física, química e biologia”. Cada investigador irá poder contar com um assistente de IA personalizado, que analisa dados, identifica padrões e propõe soluções, reduzindo o tempo entre ideia e validação. “Esta evolução traz oportunidades extraordinárias, mas exige responsabilidade: garantir princípios éticos, transparência e segurança será essencial para que a ciência avance com confiança”, refere a Microsoft.

5. Infraestruturas de IA mais inteligentes

O crescimento da IA não depende apenas de mais centros de dados, mas de sistemas distribuídos e eficientes que maximizam cada ciclo de computação. Nesse sentido, a próxima geração de infraestruturas será composta por redes globais flexíveis – verdadeiras “superfábricas” de IA integradas – que permitem reduzir custos e aumentar a eficiência, com computação dinâmica e sustentável para impulsionar inovações em IA numa escala global, antevê a gigante tecnológica.

6. IA que compreende código e contexto

Mensalmente, os programadores fundiram 43 milhões de pull requests – um aumento de 23% em relação ao ano anterior numa das principais formas como as equipas propõem e revisam alterações ao seu código. Nesse sentido, em 2026, a IA “vai compreender não só linhas de código, mas também relações e histórico nos repositórios”. Essa “inteligência de repositório” vai permitir sugestões mais inteligentes, deteção precoce de erros e automatização de correções, garantindo software mais fiável e rápido.

7. Computação quântica híbrida

Em 2026, a combinação de IA, supercomputação e quântica vai permitir realizar simulações e modelação com precisão inédita, abrindo caminho para o desenvolvimento de máquinas com milhões de qubits capazes de resolver problemas científicos e industriais complexos.




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